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Fátima. ASAE abre seis processos-crime

20 abr, 2017 - 15:49

Centenário das Aparições motiva acção da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica. Levantou 125 processos de contra-ordenação e suspendeu a actividade de nove estabelecimentos.
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A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou esta quinta-feira que no âmbito da operação “Centenário", que prepara a visita do Papa Francisco a Fátima, foram fiscalizados 550 operadores económicos no país, tendo sido levantados 125 processos de contra-ordenação e seis processos-crime.

Em declarações aos jornalistas, em Fátima, distrito de Santarém, o inspector-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, adiantou que foi ainda suspensa a actividade em nove estabelecimentos.

Quatro desses estabelecimentos estão sediados em Fátima, três na zona de Aveiro, um no norte e outro na região de Lisboa.

O alvo desta acções de fiscalização foram restaurantes e estabelecimentos de alojamento.

À margem de acções de fiscalizações que decorrem durante esta quinta-feira na cidade de Fátima e arredores, Pedro Portugal Gaspar referiu que a operação “Centenário” começou a ser desenvolvida no final de Dezembro “com o objectivo de muito atempadamente tomar as medidas necessárias com vista a assegurar a prevenção e o despiste em termos de actuação” desta autoridade.

O inspector-geral da ASAE afirmou que as acções de fiscalização foram "não só centradas em Fátima", como também nos percursos "dos peregrinos ao longo do país”, salientando que foi desencadeada “atempadamente” para que os operadores económicos pudessem tomar as “correcções necessárias” no caso de este órgão de polícia criminal detectar inconformidades.

Segundo Pedro Portugal Gaspar, a acção da ASAE incidiu na segurança alimentar e prestação de serviços económicos, adiantando que os estabelecimentos cuja suspensão da actividade foi determinada pelos inspectores deveu-se “a falta de condições de higiene”.

“A suspensão verifica-se em situações limite e onde há um juízo de proporcionalidade que justifica” essa determinação “até ser feita a correcção”, explicou, precisando que depois o operador tem de pedir uma re-inspecção para a eventual reabertura do espaço.

O inspector-geral acrescentou que nos processos-crime a “fraude sobre mercadorias” é a que tem maior incidência, precisando que se trata, em linguagem popular, de “vender gato por lebre”.

Sobre a peregrinação de 12 e 13 de Maio, quando passam cem anos sobre os acontecimentos de 1917 na Cova da Iria, o responsável referiu que o "aspecto central" da preocupação da ASAE é a “segurança alimentar” e de “assegurar que os estabelecimentos que fornecem as refeições estejam em condições".

“A questão económica de poder haver transacção de alguns bens não obedecendo a certas regras, também tem merecido a nossa atenção e há situações – que também detectámos – de alguma contrafacção de artigos religiosos que pode ter alguma evidência”, admitiu.

A ASAE tem esta quinta-feira uma equipa de cerca de 20 inspectores empenhados na operação “Centenário”, estando a desenvolver diversas acções de fiscalização em estabelecimentos de restauração e alojamento.

Francisco será o quarto papa a visitar Fátima e vai presidir ao Centenário das Aparições na Cova da Iria.

Os papas que já estiveram em Fátima foram Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991, 2000) e Bento XVI (2010).

Comentários
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  • Mario
    21 abr, 2017 Portugal 02:07
    Mais um negocio que uma religião, ao menos os islamitas não comercializam o maome em forma de figura como a Fátima, um bonequinho de barro para ser adorado afinal para que existe tudo isto.... O que se sabe Jesus apregoava ao ar livre e não tinha fortunas em ouro como a igreja católica.
  • António Carlos
    21 abr, 2017 SINTRA 00:15
    Os portugas agora até vão mais a Fátima que é para ENCHER a PANÇA Lá ficam os milagres das aparições para segundo plano
  • Xavi
    20 abr, 2017 Braga 22:07
    Muitos apologistas dos ASAE são, seguramente, funcionários públicos, tal como os próprios ASAE. Tem de haver negócios excesso de fiscalização atrasa e empobrece o país em Espanha onde o salário mínimo é mais alto que o nosso o salário médio muito mais alto que o nosso e não existem estes "puristas" da autoridade. Em Portugal andam atrás de quem tenta ganhar algum e a as "autoridades" preocupadas em atribuir subsídios aos romenos para andarem a roubar tranquilos. Abram a mente!!!
  • Ramalho
    20 abr, 2017 Minde 21:41
    Fátima altar do Mundo, Mundo esse que a rodeia cheio de lojas, lojinhas, pseudo centros comerciais e afins. O que vou descrever é real pois moro aqui ao lado e sou perfeito conhecedor da situação. Fátima tornou-se uma feira onde se vende desde as images reles e de má qualidade produzidas na China importada por I, O, que depois vende a terceiros, dizia vendem-se camisolas de clubes, camisolas do Ronaldo, chapéus de palha e tecido enfim tudo de fraca qualidade para atrair um nicho de público que se desloca a Fátima em passeio ou para pagar a sua promessa. Vende-se todo o lixo menos aquilo que se devia vencer senão vejamos, em Lourdes, em Barcelona junto á Sagrada Familia, em Santiago de Compostela, encontramos lojas dignas bem compostas e com excelente artigo invocando o local onde se encontram, em Fátima é o inverso proliferam as lojas de quinquilharias e cometem.se verdadeiros atropelos ao negócio.´e se mente descaradamente como naquelas lojas de uma marca de cortiça que vende cortiça espanhola por Portuguesa QUE VERGONHA Alimentação desculpem mas é nojento á excepção da Fandanguita, do Crispim, do Retiro dos Caçadores o resto são batatas fritas e pizza. Enfim ´é o que existe . Abençoada ASAE adeviam passar por lá mais vezes e virar tudo do avesso mas não podem porque um determinado cavalheiro ligado a um partido politico chegou há muitos anos a Fátima vindo de Oliveira do Hospital para ser padeiro em Ourém e tem um Império de lojas
  • laura
    20 abr, 2017 21:15
    Há quanto tempo não ouvia falar da asae ... Sejam bem vindos!!!
  • ao vendilhão
    20 abr, 2017 lis 20:50
    Se têm alvará, pagam impostos e cumprem as regras de sanidade, porque razão não podem vender?
  • José Seco
    20 abr, 2017 Lisboa 20:12
    Pena continuem a permitir a existência de cadeias fast-food, estas sim bem prejudiciais à saúde! É por causa destas faltas de imparcialidade da ASAE que muita gente se pergunta se são de facto uma entidade séria ou apenas interessados em lucrar com coimas.
  • jose correia
    20 abr, 2017 coimbra 19:55
    As finanças espero bem que façam o seu trabalho e imcomprensivel preços que esses Senhores estão a levar
  • Pedro Barbosa
    20 abr, 2017 Portugal 19:39
    Pessoas como o Manuel Silva não gostam da ASAE. É espantoso como alguém não gosta que haja fiscalização a sério nos restaurantes e cafés. Aquilo que comemos mexe com a nossa saúde e, como não podemos ser nós a entrar pelos estabelecimentos dentro e fazermos as inspeções in loco, convém que haja uma autoridade que o faça e com frequência. Já agora, se o restaurante "O Canela" foi publicitado como tendo sido encerrado pela ASAE, os outros também deviam ter o nome exposto.
  • Vendilhão
    20 abr, 2017 Fátima 19:26
    A ASAE devia era proibir a permanência de todos os vendilhões do templo na área do Santuário! Não é propriamente o local indicado para tantas e tão grandes feiras!