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Explosão em fábrica da Sapec fez um ferido

21 mar, 2017 - 12:28 • José Carlos Silva , Cristina Nascimento

Arderam quatro depósitos de solventes da fábrica de Setúbal. Incêndio não representou perigo para o ambiente, garante Sapec.
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Incêndio na Sapec Química faz um ferido

Já está extinto o incêndio que deflagrou esta terça-feira na fábrica da Sapec Química, em Setúbal. O alarme foi dado às 11h52, depois de uma explosão num dos depósitos de solventes. O incêndio, extinto pelas 13h30, não representou qualquer perigo para o ambiente, garantiu a empresa em comunicado.

Há registo de um ferido com queimaduras. Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal, o ferido foi assistido inicialmente no local por uma equipa de emergência médica e depois transportado para o hospital de São Bernardo, em Setúbal, com queimaduras em 30% do corpo.

O ferido está fora de perigo, garantiu a Sapec Química em comunicado

Fonte hospitalar revelou à agência Lusa que o ferido vai ser levado para o hospital de São José, em Lisboa, para ser avaliada a possibilidade de uma cirurgia plástica.

"Estou a cerca de 500/600 metros e o que eu vejo é uma nuvem negra. Não vejo chamas, só vejo uma nuvem negra", descreveu à Renascença Lino Ramos, funcionário do Instituto Politécnico de Setúbal, situado junto ao complexo industrial. Lino Ramos garantiu que não há nenhum "cheiro intenso" e que é possível "respirar natural e normalmente".

De acordo com a Câmara de Setúbal, os municípios de Grândola e Alcácer do Sal foram avisados da situação, uma vez que a nuvem com fumos dirigiu-se para o litoral alentejano.

Segundo o CDOS de Setúbal, estavam no local, cerca das 14h00, 73 operacionais das forças de socorro e segurança, e 28 viaturas. Elementos da Agência Portuguesa do Ambiente também estiveram no local.

No dia 14 de Fevereiro, deflagrou um incêndio numa outra fábrica Sapec. As chamas foram controladas, mas os efeitos do fogo fizeram-se sentir durante vários dias, obrigando a protecção civil a aconselhar as populações das freguesias da zona a ficar em casa.

O comunicado da Sapec Química diz que o incêndio desta terça-feira "em nada se relaciona" com o que ocorreu em Fevereiro na Sapec Agro, "quer ao nível empresarial quer ao nível da laboração". Embora mantenha a designação Sapec, esta empresa já não pertence ao mesmo grupo económico, escreve a Lusa.

Em comunicado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) diz que, “em termos de qualidade do ar, verifica-se que o vento na zona está do quadrante noroeste com intensidade moderada”, “dispersando a nuvem poluente para sudeste, não se tendo registado alterações dos poluentes medidos nas estações relevantes”.

A APA acrescenta que “o tempo de duração do incêndio foi curto e que os compostos solventes são altamente voláteis, não permanecendo na atmosfera”.

[Notícia actualizada às 19h29 com informação prestada pela APA]


Comentários
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  • Carsol
    21 mar, 2017 Portugal 17:45
    Este video mostra-nos a desarrumação completa de centenas - talvez milhares - de contentores que têm ou tiveram tudo e mais alguma coisa. Já viram o aspecto daquela espécie de barracões? Nunca esperei ver disto numa empresa daquelas. Há fabriquetas com melhor aspecto e possivelmente com melhores condições.
  • AM
    21 mar, 2017 Lisboa 15:15
    O calor dilata os corpos..., e a história repete-se. O material tem sempre razão! Sou de quimica, e a história é sempre a mesma. Fui fabricado na Escola Fonseca de Benevides, e no ISEL.
  • Almocreve
    21 mar, 2017 Lisboa 14:22
    Porquê, novamente a arder... ? - Alguém pergunta. Porque agora as empresas não investem em manutenção. Para os gestores dessas mesmas empresas - normalmente economistas com elevados défices de formação industrial - investir em manutenção é gastar dinheiro mal gasto, uma vez que a manutenção normalmente e nos seus entenderes, não rende. Ou seja, normalmente a manutenção, só dá despesa... Não entra nas receitas da empresa... Pensam e dizem eles... Os tais "gestores". Esquecem-se, porém, que a mesma manutenção e embora não entre na facturação da produção, trás imensos benefícios à empresa , pois tem uma actividade específica de preservação de equipamentos e de infra-estruturas, que a longo prazo evita custos avultados à estrutura fabril, caso esta manutenção não seja implementada. Mas... São os gestores que temos. É a nata empresarial que temos, etc, etc. Já tivemos dias melhores, agora estamos mal, nesse aspecto, mas um dia eles - os tais "gestores" hão-de lá chegar.
  • Paulo Santos
    21 mar, 2017 Setúbal 13:38
    Porquê novamente a arder? Essa fábrica não tem nada a ver com a do Enxofre....
  • rosinda
    21 mar, 2017 palmela 13:35
    O cheiro desta vez nao chegou aqui! Mas concerteza esta a ir para outro lado !