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FBI confirma que está a investigar ligações entre campanha de Trump e Moscovo

20 mar, 2017 - 15:38

O representante da agência de informação federal admitiu, diante de uma comissão do congresso, que não tem conhecimento de qualquer prova de que Obama tenha posto os telefones de Trump sob escuta.
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O diretor do FBI, James Comey, confirmou, esta segunda-feira, perante o Senado norte-americano, que agência está a investigar especificamente se existiram ou não ligações entre a administração de Donald Trump e a Rússia, ao abrigo de uma autorização do Departamento de Justiça norte-americano.

"A nossa prática não é confirmar a existência de investigações ainda em curso", sublinhou Comey. "Mas em circunstâncias de interesse público, avançamos com esta informação", justificou.

O director do FBI não deu mais detalhes e o presidente da comissão, o republicano Devin Nunes, afirmou que, até ao momento, esta não viu qualquer prova que sustente as acusações.

Comey confirmou ainda que o FBI não tinha, por enquanto, qualquer indício que sustentasse a suspeita, levantada por Donald Trump na sua conta da rede social Twitter, de que Barack Obama tinha mandado colocar os seus telefones sob escuta antes das eleições.

Durante e após a campanha, foi insinuado por muitos dos opositores de Trump que este teria recebido ajuda de Moscovo. Suspeita-se que tenham sido os serviços secretos russos, por exemplo, a divulgar emails privados de Hillary Clinton, levando a uma investigação à então candidata.

Quer o actual Presidente americano quer Moscovo sempre rejeitaram as acusações, mas, recentemente, um dos conselheiros de Trump foi despedido depois de ter vindo a público que não tinha revelado os contactos que teve com o embaixador russo nos Estados Unidos antes da tomada de posse.


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