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Crónica

Chuck Berry. Nunca um só influenciou tantos

20 mar, 2017 - 11:44 • António Jorge, coordenador musical da Renascença

"Querida, estou a ficar velho; trabalhei muito neste disco, mas agora já posso pendurar as botas”, escreveu, ao lançar o seu último álbum. Não tenho dúvidas de que essas botas permanecerão penduradas no Olimpo, ensopadas de genialidade.
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Morreu Chuck Berry

Morreu o homem que viu o rock'n'roll muito antes de este amadurecer.

Chuck Berry nasceu em St. Louis, Missouri, Estados Unidos, em 1925, e morreu no último sábado, dia 18 de Março. Para a história, ficam mais de 30 álbuns gravados, entre o estúdio e os palcos, e cerca de três dezenas de canções no "top 10" norte-americano.

A introdução da guitarra de "Johnny B. Goode" é, talvez, o mais famoso "riff" de guitarra do século XX, encontrando apenas rival em "Satisfaction", dos Rolling Stones.

Berry, que se considerava fã n.º 1 de Nat King Cole, é considerado o cantor e compositor que mais gente influenciou durante a sua longuíssima e profícua carreira. Gravou o seu último disco de originais em 2016 - “Chuck”, que será editado este ano e foi dedicado a Themetta Suggs, a mulher com quem viveu os últimos 68 anos da sua vida.

"Querida, estou a ficar velho; trabalhei muito neste disco, mas agora já posso pendurar as botas”, escreveu. Não tenho dúvidas de que essas botas permanecerão penduradas no Olimpo, ensopadas de genialidade.

Morreu o mestre negro. Uniu como ninguém as peças do puzzle a que chamaram rock'n'roll.


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