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Urnas fechadas em Timor. Ramos Horta diz que correu tudo “tranquilamente"

20 mar, 2017 - 07:21

Antigo primeiro-ministro timorense sublinha na Renascença que Timor-Leste já tem alguma experiência na realização de escrutínios e confirma que Francisco Guterres é o favorito na corrida.
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Os timorenses já escolheram o seu próximo Presidente, que vai suceder a Taur Matan Ruak. Em entrevista à Renascença, Ramos Horta, antigo primeiro-ministro, diz que tudo “decorreu com normalidade, sem problemas de grandes atrasos ou filas de espera e sem qualquer incidente de segurança”.

“A participação varia de distrito para distrito, de município para município, mas, no cômputo geral, parece que há uma grande afluência às urnas”, adianta.

Entre os oito candidatos à Presidência, Francisco Guterres é o que mais se destaca. “Jurista, presidente da Fretilin, uma figura bastante respeitada e bastante serena, é tido como favorito”, confirma José Ramos Horta. Com o apoio de Xanana Gusmão, “tudo indica que será o próximo Presidente”.

Em segundo lugar das preferências surge António Conceição, “secretário-geral do Partido Democrático, antigo ministro dos Assuntos Sociais, que engloba a Educação, que estudou na Inglaterra onde fez mestrado e fala português e as línguas de Timor e da Indonésia”, revela ainda o Nobel da Paz.

Mas ainda é ainda cedo para se dizer se haverá segunda volta, uma vez que as urnas fecharam às 6h00 de Lisboa (15h00 em Timor-Leste).

Esta foi a primeira vez que Timor-Leste organizou umas eleições sem qualquer apoio exterior. Mas Ramos Horta faz questão de destacar que “Timor já tem uma longa experiência técnica” em organizar eleições.

“Na Guiné-Bissau, em 2014, foram técnicos de Timor-Leste e com financiamento de Timor-Leste que se fez o recenseamento eleitoral, em tempo recorde. Em três meses, recensearam 97% de estimados eleitores guineenses. Os timorenses treinaram 400 técnicos guineenses”, recorda.

“Fizemos também em São Tomé e Príncipe e fomos agora requisitados para fazer o mesmo na República Centro Africana”, acrescenta ainda.

Quanto a eleições no próprio país, “no passado, o que tínhamos era apoio das Nações Unidas, mas era a nossa agência estatal que organizava, não era a ONU. Desta vez, como a ONU já não está cá há uns cinco anos, não tivemos qualquer apoio do exterior e foi totalmente executado por nós”, remata José Ramos Horta.

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