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Lisboa recebe a maior feira de cruzeiros do mundo em 2018

17 mar, 2017 - 09:47

A notícia foi dada em primeira mão na Renascença pela ministra do Mar. Ana Paula Vitorino avança ainda que o porto de Lisboa voltou a crescer e defende que sejam os municípios a gerir o espaço público portuário.
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Ana Paula Vitorino entrevistada na Manhã da Renascença (17/03/2017)
Ana Paula Vitorino entrevistada na Manhã da Renascença (17/03/2017)

No dia em que vai ser apresentada a Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária de Lisboa, a ministra do Mar anuncia, na Renascença, “em primeira mão”, que Lisboa vai acolher a Seatrade Cruise Med, a maior feira de cruzeiros do mundo.

O evento vai acontecer em Setembro de 2018. “É uma boa notícia e estaremos mais preparados para receber essa feira, porque entretanto será inaugurado o novo terminal de cruzeiros”, adiantou Ana Paula Vitorino.

Segundo a ministra, “Lisboa está cada vez mais cosmopolita” no sector do turismo de cruzeiro e, “só em Janeiro e Fevereiro, tivemos mais quatro mil passageiros do que no ano passado”.

Além disso, a capital ganhou “alguns prémios”, como “o de melhor porto de cruzeiros da Europa” e “o de melhor destino de cruzeiros da Europa”, refere.

A Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária de Lisboa, que vai ser apresentada esta sexta-feira, às 14h00, tem duas vertentes. Uma é a turística, a outra de carga.

E no que toca à vertente de carga, a ministra avança que o estudo de impacto ambiental que está a ser realizado para a instalação do terminal de contentores no Barreiro deverá estar concluído até Junho.

“O processo que foi enviado é para a localização de um terminal, não de águas profundas, mas de contentores de nível médio para aumentar a capacidade de movimentação de carga e também de ligação a todo o sistema logístico”, explica.

Maior descentralização e um campus dedicado ao mar

“O que vai mudar é, acima de tudo, o posicionamento do porto de Lisboa, não só em relação à economia nacional, como a sua posição relativamente aos outros portos nacionais e ao nível internacional”, afirma Ana Paula Vitorino no programa Carla Rocha – Manhã da Renascença.

Segundo a ministra, o porto de Lisboa está a recuperar a sua actividade. Depois de um período difícil, marcado pelo “conflito laboral entre sindicatos e os operadores portuários”, que provocou “um decréscimo da ordem dos 16%”, as movimentações aumentaram.

“Nestes dois primeiros meses do ano, houve um crescimento de cada movimentação de carga, relativamente ao ano passado, de 20%”, anuncia.


“Entre 2005 e 2015, [o porto de Lisboa] teve um decréscimo de movimentação de carga da ordem dos 16%. Houve um crescimento até 2009 e depois houve um decréscimo”, muito por causa do período prolongado de conflito laboral.

Nessa altura, muitas companhias deixaram de usar os serviços do porto, mas Ana Paula Vitorino garante que já todas regressaram, ainda que não em “todos os serviços e linhas”.

“Mas estamos a fazer por isso e de duas maneiras: por um lado, através de uma paz social – e, portanto, uma estabilidade, uma garantia e uma fiabilidade que não existia nos últimos anos; por outro lado, uma estratégia para melhorar a capacidade e a eficiência do porto, aumentando a eficiência do terminal de Alcântara e com a construção do novo terminal do Barreiro”, revela.

Na opinião da ministra do Mar, “é muito importante” o trabalho “em sintonia com os municípios”. Nesse sentido, e “dentro do processo de descentralização”, Ana Paula Vitorino diz ser “extremamente importante transferir para os municípios aquilo que são áreas de jurisdição portuária, mas que não têm utilização portuária” – ou seja, o “espaço urbano”.

“O espaço urbano deve ser gerido pelos municípios, para que seja mais próximo dos cidadãos e não por entidades como os portos nacionais”, destaca.

Ainda no mesmo plano e para que a literacia oceânica seja mais do que “surf, praias e os incómodos dos contentores”, vai “instalado na zona de Pedrouços o Campus do Mar”.

Este centro “vai ter, não só ligação às áreas da ciência e da investigação, mas também de inovação tecnológica”, pretendendo-se “que exista possibilidade de termos bolseiros de todo o mundo a desenvolver investigação”.

Vai ainda “ter uma ligação muito próxima aos outros organismos da área do mar, nomeadamente ao IPMA [Instituto do Mar e da Atmosfera], que fornece os dados para a meteorologia, mas que também faz tudo o que é pesquisa oceânica”, adianta.

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