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Papa revela intenção de visitar Sudão do Sul

27 fev, 2017 - 09:20 • Agência Ecclesia

“Estamos a pensar se [a viagem] se pode fazer, a situação é muita feia, lá, mas temos de fazer”, disse Francisco.
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O Papa revelou a sua intenção de visitar o Sudão do Sul, a braços com uma crise política e alimentar, a convite de líderes cristãos locais.

“Estou a estudar, com os meus colaboradores, eles estão a estudar a possibilidade de uma viagem ao Sudão do Sul”, disse Francisco, no decorrer de uma visita inédita à igreja anglicana de Todos os Santos, em Roma.

Numa conversa com os membros da comunidade, Francisco recordou que se encontrou, em Outubro, com os principais líderes cristãos do Sudão do Sul, com quem debateu o cenário de guerra civil no mais jovem país africano, anunciou a sala de imprensa da Santa Sé.

D. Paulino Lukudu Loro, arcebispo de Juba (Igreja Católica); Daniel Deng Bul Yak, arcebispo da Igreja Episcopal (Anglicana); e Peter Gai Lual Marrow, da Igreja Presbiteriana, convidaram o Papa a visitar o país africano, juntamente com o primaz da Igreja Anglicana, Justin Welby.

Francisco sublinhou que estes responsáveis cristãos “querem a paz, trabalham juntos pela paz” no mais jovem país africano.

“Estamos a pensar se [a viagem] se pode fazer, a situação é muita feia, lá, mas temos de fazer”, adiantou.

Na última quarta-feira, Francisco tinha lançado um alerta para a grave situação da nação africana que vive um “conflito fratricida”, ao qual se junta a fome que afeta muitas pessoas, especialmente as crianças.

Os confrontos tiveram início em Dezembro de 2013, quando o presidente Salva Kiir, acusou o vice-presidente ex-líder dos rebeldes, Riek Machar, de planear um golpe de Estado.

A situação no país tem vindo a deteriorar-se rapidamente, estimando-se que o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aumente de 4,9 milhões para 5,5 milhões no pico da época de escassez de alimentos, em Julho.

Nas zonas mais afectadas, cerca de 100 mil pessoas estão em risco de morrer de fome, alertam várias agências especializadas da ONU, que se mostram preocupadas com a “deterioração das condições económicas, a falta de acesso a água potável, saneamento e higiene, serviços de saúde e educação”, em especial para os mais jovens.

Já esta sexta-feira, os superiores provinciais e de delegação e os membros da administração geral dos Missionários Combonianos, reunidos em Roma, emitiram um comunicado a solidarizar-se com a população do Sudão do Sul, no qual afirmam que “o sangue de milhares de civis e militares mortos grita pela paz; os feridos e as mulheres violadas precisam de tratamento, conforto e justiça”.

“Rogamos à comunidade internacional que vos continue a assistir com comida e medidas práticas de segurança para aliviar o vosso grande sofrimento, acrescenta o documento, enviado à Agência ECCLESIA.

Na sua única viagem a África, até hoje, o Papa Francisco visitou o Quénia, Uganda e República Centro-Africana, de 25 a 30 de Novembro de 2015.

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