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​Assunção Cristas: “Portugal deve muito a Paulo Núncio”

26 fev, 2017 - 12:36

Líder do CDS considera que o antigo secretário de Estado demonstrou "elevação de carácter" ao assumir responsabilidades políticas no caso dos paraísos fiscais.
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O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio demonstrou “elevação de carácter” ao assumir responsabilidade política no caso dos paraísos fiscais, afirmou este domingo a líder do CDS.

“Esta atitude mostra com clareza que Paulo Núncio está disponível para todo os esclarecimentos e demonstra elevação de carácter”, defendeu Assunção Cristas em declarações aos jornalistas em Gouveia.

A líder centrista considera que “o país deve muito a Paulo Núncio em matéria de combate à fraude e evasão fiscal”.

Assunção Cristas sublinha que a não publicação das estatísticas das transferências para paraísos fiscais não implica, necessariamente, uma perda de receita fiscal.

“Não há nenhum montante perdido. Se há possibilidade de recuperar algum montante isso deve-se ao aumento do prazo de quatro para 12 anos para recuperar o dinheiro”, ressalvou a antiga ministra.

A razão das falhas no caso dos paraísos fiscais tem que ser apurada e o CDS “está empenhado em esclarecer toda a verdade”, garante Assunção Cristas.

O pedido de Paulo Núncio para abandonar funções no CDS será aceite, refere a líder centrista, que deixa elogios ao antigo secretário de Estado: “Numa altura em que ninguém retira consequências políticas de nada, é de salientar a grandeza de caracter demonstrada por Paulo Núncio”.

O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Paulo Núncio assumiu, no sábado, a sua "responsabilidade política" pela não publicação de dados relativos às transferências de dinheiro para 'offshore', pedindo o abandono das suas funções actuais no CDS.

"Tendo em conta o tempo que decorreu entre os factos e o presente e tendo tido agora a oportunidade de revisitar os documentos que têm sido noticiados, nomeadamente os apresentados pelos serviços para publicação de informação estatística das transferências transfronteiriças, considero legitima a interpretação dos serviços que levou à não publicação das estatísticas no portal das Finanças. Assumo, por isso, a responsabilidade política pela não publicação das referidas estatísticas", sublinha Núncio, em texto enviado à agência Lusa.

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