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Polémica à volta da exposição "Cidade Global" é um "momento de silly season"

24 fev, 2017 - 10:16

O “Expresso” levantou a questão sobre a existência de pinturas alegadamente falsas nesta mostra, que pretende reconstituir o coração da cidade mais global da Europa.
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Um “momento de silly season”. É desta forma que o director do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) classifica a polémica em torno da autenticidade de duas das obras patentes na exposição “Cidade Global - Lisboa no Renascimento”.

O “Expresso” levantou a questão sobre a existência de pinturas alegadamente falsas na exposição. O semanário publicou dois artigos nos quais os historiadores Diogo Ramada Curto e João Alves Dias levantavam dúvidas sobre a autenticidade dos quadros "A Rua Nova dos Mercadores", ponto de partida da exposição, e de "O Chafariz d’El-Rei", que apresentam cenários da Lisboa do século XVI, e são fundamentais na estruturação da exposição da mostra. Ambos alegam que são recentes e não foram pintadas no Renascimento.

António Filipe Pimentel, director do Museu Nacional de Arte Antiga, diz que os historiadores de arte asseguram que as obras não são falsas. “É um pouco difícil tendo em linha de conta que as pinturas estão documentadas nos respectivos locais e em meados do século XIX. É difícil pintar no século XX obras que se conhece e tem documentadas desde o século XIX. Onde os especialistas da História da Arte divergem nos seus pontos de vista é na datação precisa das pinturas: Se elas são de 1570, 1590, 1610 ou 1620”, disse em declarações ao programa Carla Rocha – Manhã da Renascença.

"A Rua Nova dos Mercadores", que os investigadores têm situado entre 1590 e 1610, está dividida em dois painéis, e é propriedade da Society of Antiquaries of London, enquanto "O Chafariz d'El-Rei" terá sido pintado entre 1570 e 1580, e pertence à colecção de José Berardo.

A exposição, que revela uma capital no apogeu da globalização da época, devido aos descobrimentos portugueses - abre esta sexta-feira ao público.

Pintura, astrolábios, livros, animais empalhados, porcelanas, caixas decoradas com madrepérola, rosários, tapeçarias, azulejos e mobiliário são algumas das peças que podem ser vistas nesta exposição até 9 de Abril.

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