O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

Há uma “dramática falta de guardas prisionais"

19 fev, 2017 - 16:37

É esta a reacção de Mateus Dias, da Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional, à fuga de três reclusos de Caxias.
A+ / A-

A Associação Sindical de Chefias do Corpo da Guarda Prisional considera que a evasão de três reclusos do Estabelecimento Prisional de Caxias é fruto da "dramática falta de guardas prisionais".

Para o presidente da associação, Mateus Dias, o que aconteceu esta madrugada no Estabelecimento Prisional de Caxias "é o reflexo das más condições em que se encontra o sistema prisional", que, na sua opinião, "foi votado ao abandono pelo Estado".

"Há uma situação dramática de falta de guardas prisionais. Pelas contas da associação faltam pelo menos mais 1.200 guardas nas cadeias portuguesas, um alerta que temos vindo a fazer há cerca de oito anos", disse.

A desactivação de algumas torres de vigia em várias cadeias por falta de efectivos é um dos exemplos dado por Mateus Dias.

"Não é possível fazer rondas completas, nem ter todas as torres activas se não houver meios humanos suficientes", frisou o dirigente sindical, adiantando que no EP de Caxias há torres de vigia desactivadas.

A fuga dos três reclusos também foi facilitada, segundo Mateus Dias, pelo facto de o EP de Caxias não ter condições adequadas para ser uma cadeia, situação já confirmada num estudo sobre o parque penitenciário português.

"O EP de Caxias já devia estar encerrado. É um forte militar adaptado sem condições estruturais para ser uma cadeia. Não tem condições de habitabilidade para os reclusos nem para os guardas", alertou.

Três reclusos, dois chilenos e um português fugiram esta madrugada do Estabelecimento Prisional de Caxias, concelho de Oeiras, através da janela da cela que ocupavam.

Em comunicado, a Direcção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais informou que os evadidos são dois cidadãos chilenos, com 29 e 30 anos, e um português com 30 anos e que "se encontravam presos a aguardar julgamento por crimes de furto e roubo".

A fuga mereceu a instauração de um processo de averiguações, a cargo do Serviço de Auditoria e Inspecção da Direcção Geral".

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • nantonio
    20 fev, 2017 lisboa 12:11
    Este Policial aprendeu com o Governo e afins. A CULPA É SEMPRE DOS OUTROS.....Parabéns pela intelegencia. Vai longe na profissão.
  • Alves
    20 fev, 2017 C. Branco 11:36
    É uma "lengalenga" previsível. Quando estes casos surgem não basta vir com a "cassete". Não fica mal assumir algumas responsabilidades.