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15% dos peões atravessam passadeiras distraídos ao telemóvel

09 fev, 2017 - 17:10

Estudo da Prevenção Rodoviária Portuguesa apanhou centenas de peões a falar ao telemóvel, a ouvir música, a receber ou enviar mensagens e a ver o email.

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Quinze por cento dos peões que atravessaram passadeiras em Lisboa estavam a utilizar o telemóvel, revela um estudo da Prevenção Rodoviária Portuguesa divulgado esta quinta-feira.

O estudo foi realizado em 13 dias do mês passado em 20 locais da cidade, com uma amostra de 5.200 peões. Destes, cerca de 780 foram “apanhados” a falar ao telemóvel, a ouvir música, a receber ou enviar mensagens e a ver o email.

Quase 6% dos peões atravessaram a estrada com o telemóvel na mão, cerca de 5% estavam a utilizar o telemóvel e outros 6% a ouvir música.

Os mais novos, segundo este estudo, foram os que mais estiveram envolvidos nestas actividades.

Cerca de 29% dos peões tinham até 30 anos, 17% entre 30 e 60 anos e 2,7% tinham mais de 60 anos.

As diferenças entre os dois grupos etários mais novos são explicadas, pelo estudo da Prevenção rodoviária Portuguesa, pela utilização de auriculares.

Curioso é o facto de o uso de auriculares se verificar sobretudo ao início da manhã. Já à hora de almoço e durante a tarde os peões usam o telemóvel para falar.

As percentagens de utilização do telemóvel ou de auriculares nas passadeiras com semáforos foram iguais tanto com sinal verde como com sinal vermelho para peões.

Este estudo em Portugal é semelhante a outro estudo internacional realizado pela empresa Dekra. Na comparação há dados interessantes.

A cidade sueca de Estocolmo é a capital europeia com o maior índice de utilização do telemóvel por parte dos peões (23%), logo seguido por Lisboa, com 15,6%. Berlim chega aos 15% e Paris regista 14,5%.

Os dados da sinistralidade no concelho de Lisboa mostram que entre 2010 a 2015 mais de metade (54%) das vítimas mortais de acidentes rodoviários eram peões.

Comentários
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  • AM
    10 fev, 2017 Lisboa 07:26
    E mais, uma coisa que ainda não escreveram. Nas paragens do autocarros, no momento da chegada do dito cujo, viram as costas ao autocarro, à faixa de rodagem e invadem o asfalto, do passeio para o alcatrão, e levam com o espelho do autocarro nos c _ r n o _., pois, nos ditos chavelhos! Sim! Já fui testemunha do condutor da carris, no momento da chegada do piquete da carris, com teste de alcool e policia, e tudo o mais.. O motorista é culpado? Vá lá ver...
  • Portugues
    10 fev, 2017 Porto 03:57
    Zé Povinho Bem. Muito blá,blá. mas nada disse. 1º Nas passadeiras onde existem sinais para os condutores, os mesmos têm em primeiro o sinal verde, passa para amarelo e depois para o vermelho. Passado uns segundos aparece o verde para os peões atravessarem. Não referiu que existe muitos condutores a atravessar com o sinal vermelho, etc, etc. Se desconhece o código da estrada, aconselho vivamente a ler o mesmo. A prioridade existe para os peões em passadeiras onde não existam sinais que obriguem os condutores a parar, sendo que os mesmos, devem de parar, estando um peão na passadeira preparado para fazer a travessia da mesma. A lei é bem clara, agora cada um interpetra à sua maneira. Se o peão iniciar a travessia, forçosamente é obrigado a parar. Exemplo: uma passadeira onde não existe sinais para os condutores pararem. Imaginem o volume de pessoas que ficavam nas passadeiras para atravessarem. nunca mais atravessavam, porquê, porque não têm prioridade. Enfim isto é cada um. Já vi pessoas a serem atropladas nas passadeiras, pois certos tipos de condutores julgam que a estrada é toda para eles e não respeitam os locais de passadeiras. Mas todos, peões e condutores são obrigados a rspeitar e mais nada. Caça às multas. Então agora por se obrigar as pessoas a cumprirem a lei já se chama caça. enfim. Se não multam, é porque a polícia não atua, se multam é caça às multas. As pessoas estão neste país mal habituadas. E as multas devem de ser bem pesadas para todos.
  • SANTOS
    10 fev, 2017 --------- 00:19
    15%? upa upa, mais, muito mais.
  • francisco
    09 fev, 2017 23:37
    a maior parte dos peões são condutores. Segundo o código para atravessar a passadeira deve parar, 1º olhar para a esquerda de pois para a direita, se não houver viaturas deverá atravessar a via. O que não acontece em 90% dos casos. Atravessa- se de qualquer maneira sem olhar.Quando à prioridade na passadeira não é bem assim para o peão. Leiam a lei. julgo que ´necessário educar o peão para atravessar a passadeira em segurança
  • Fernando Saraiva
    09 fev, 2017 Porto 23:22
    Tenha lá calma Sr. Lagarto. Acho que quem tem mais a perder são os peões, pois são estes que estão em risco de ter um acidente e sofrer dano no seu próprio corpo. Por exemplo pode acontecer eu estar na passadeira parado à espera que os carros parem e, não parando (infelizmente) às vezes acabo por eu próprio ir para a passadeira. Sinceramente acho que é um mau vicio que devo procurar reparar, e não me sinto confortável pois quem mais tem a perder sou eu. Cada situação é uma situação e acho que a "empatia" é uma virtude que devemos treinar, ou seja, colocarmo-nos no lugar dos outros. Já enquanto automobilista eu entendo os peões (e os próprios automobilistas) já que certas vezes eu vou com o carro e nem me apercebo que há pessoas paradas na passadeira para passar. Por isso eu entendo que, quando estou na passadeira e os carros não param, podem estar a passar pelo mesmo que eu quando estou a conduzir (e não vejo os peões). Quanto a bicicletas, o exercicio é exatamente o mesmo. Infelizmente não sou ciclista para lhe dar o meu feedback, mas acho que é importante, como disse, ter empatia (colocarmo-nos no lugar dos outros)
  • Zé Povinho
    09 fev, 2017 Lisboa 23:15
    O mal é que a grande maioria dos peões, mal chegam à passadeira, não esperam que os carros parem. A maioria põe-se imediatamente a atravessar, como se os carros tivessem que parar abruptamente, pondo em risco os peões e os automóveis que seguem atrás. É preciso sensibilizar os peões, que as passadeiras, são simplesmente o lugar assinalado, onde o peão poderá atravessar mais em segurança, pois fora desses locais, não será seguro colocar passadeiras. Portanto, senhores "peões", o que o código diz é que devem procurar as passadeiras, não devem começar imediatamente a travessia mas sim, colocarem-se em posição para que os condutores se apercebam que existe um peão para atravessar, esperar que o carro pare e só depois é que deve fazer a travessia na passadeira. Conclui-se que muitos dos acidentes, são por descuido dos peões ou porque aparecem instantaneamente e se metem acorrer na passadeira, não dando tempo de reação aos condutores.
  • jose antonio
    09 fev, 2017 barreiro 23:08
    vem aí mais uma fonte de receita em multas para o nosso querido estado? Sera que poderá haver carta de peão doravante?
  • couto machado
    09 fev, 2017 porto 22:45
    ESTE COMPORTAMENTO RESUME-SE APENAS AO SEGUINTE: FALTA DE EDUCAÇÃO CÍVICA.
  • Rui Perdiz
    09 fev, 2017 22:44
    Por cá a anarquia tanto é do condutor da viatura automóvel, como do peão, que atravessa onde e quando lhe apetece. Na Alemnha o atropelamento de um peão fora da passadeira é da responsabilidade deste último porque infringiu o código. É a "cidadania socialista" ....
  • HERLANDER RIBEIRO
    09 fev, 2017 DAMAIA 21:57
    O respetivo código de estrada abrange peões e automobilistas só que as autoridades e eles próprios é raro atravessarem nas passadeiras .Quanto a multar PERGUNTO:Quantas multas ao abrigo desta lei foram multados por passar fora das passadeiras.