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UGT ameaça ficar fora do acordo de concertação social

27 jan, 2017 - 15:32

Carlos Silva não aceita inclusão da CGTP na discussão da adenda sobre o PEC e as duas centrais podem ficar fora do acordo.
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A UGT aplaude a solução encontrada pelo Governo para salvar o acordo de concertação social - a substituição da descida da Taxa Social Única (TSU) pela redução do pagamento especial por conta (PEC) para empresários - mas deixa um aviso: não vai assinar qualquer adenda ao acordo no caso de a CGTP entrar nas negociações.

Se a intersindical liderada por Arménio Carlos quer entrar na discussão, diz Carlos Silva, líder da UGT, então terá primeiro de assinar o acordo de concertação social de 17 de Janeiro que se recusou a subscrever.

“Estamos sempre sentados à mesa, mas não vamos assinar o aditamento se a CGTP não assinar primeiro o acordo de concertação social”, garantiu Carlos Silva.

A CGTP foi o único parceiro social da concertação que não assinou o acordo de 17 de Janeiro, que previa a descida da TSU em 1,25 pontos percentuais para compensar o aumento do salário mínimo nacional para os 557 euros brutos.

A redução da TSU não contou com o apoio do PCP e do Bloco de Esquerda e, com a ajuda do PSD, foi chumbada na quarta-feira no Parlamento.

Como alternativa, os parceiros sociais acordaram a descida do PEC de 850 para 750 euros. A medida, temporária, tem efeito a partir de Março e vigora até Janeiro de 2019.

A solução foi anunciada na quinta-feira, pelo primeiro-ministro, António Costa, depois do Conselho de Ministros.

“Lamentável”, diz CGTP

Arménio Carlos considerou“ lamentável” a posição de Carlos Silva.

Em declarações à Renascença, o líder da CGTP afirmou: “É tão lamentável como descredibiliza quem as proferiu e visa claramente desviar as atenções dos trabalhadores e da opinião pública para o facto de os trabalhadores terem conseguido uma grande vitória que foi a queda da redução da taxa social única para as entidades patronais”.

“A CGTP não vai desviar as suas atenções para declarações desta natureza e relembramos que os nossos interlocutores do ponto de vista dos problemas laborais e sociais são o Governo e as confederações patronais”, sublinha ainda.

O secretário-geral da CGTP esclareceu também que está “disponível para analisar a proposta de redução do PEC, mas mantém a rejeição do acordo de concertação social”.

“Conhecemos os contornos gerais, não conhecemos os pormenores. Quando forem apresentados, irmos pronunciar-nos mais aprofundadamente”, sublinhou.

Arménio Carlos congratulou-se pelo facto de ter conseguido, "ao fim de três anos, que a redução da Taxa Social Única para os patrões tenha caído”, mas lembrou que “há outras matérias que continuam sem resposta por parte do Governo e das confederações patronais”. Por isso, diz, "não se justifica a assinatura do acordo” enquanto não houver resposta para essas questões.

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  • Vitor
    29 jan, 2017 S. Roque 12:06
    As declarações de Arménio Carlos (às televisões) são insultuosas. Dizer que o Sr Carlos Silva precisa de ser tratado... Eu metia-o em tribunal. Não admitia uma coisa dessas. Ao que este país chegou!
  • Rosalinda Custodio
    27 jan, 2017 Agueda 21:44
    Entâo o "paizinho"Marcelo diz que a crispaçâo diminuiu.Nunca tinhamos visto as centrais sindicais ao avesso e Insultando-se uma a outra.Depois temos um 1 ministro arruaceiro e mentiroso.Pois bem senhor Marcelo o que anda a fazer é isto.E um dia vai ser julgado por aqueles que lhe dâo beijinhos.E defender e dar a mâo a um 1 ministro mentiroso e crispado.Redima-se sr.marcelo e não deixe a crispaçâo aumentar mais,acima disto só o confronto físico.