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​Trump: que desafios para a União Europeia?

20 jan, 2017 - 12:24

Neste que é o dia da tomada de posse de Donald Trump, a imprensa projecta os desafios que se impõem à União Europeia na futura relação com os Estados Unidos.
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Revista de Imprensa de temas europeus - 20/01/2017
Revista de Imprensa de temas europeus - 20/01/2017

Álvaro de Vasconcelos assina no Público um artigo que pergunta “E se os europeus acordassem?…”. E acordar, neste caso, significa união no sentido de preservar a integridade da construção europeia. O director de projectos no Arab Reform Initiative defende que esse é o caminho a seguir pela União Europeia para contrariar Trump, que apostou já na sua fractura, na fractura da União Europeia, quando apoiou o Brexit. Álvaro de Vasconcelos diz que “preservar a unidade da União exige uma enorme mobilização da sociedade civil europeia em defesa dos valores da humanidade comum ameaçados por Trump e pelos aliados de extrema-direita, que os há – e todos sabemos Oscar – nomeadamente na França e na Alemanha, dois países centrais para o projecto europeu.

Mas há outros desafios imediatos para a Europa. Desde logo, o Brexit. E a Alemanha deixa sérios avisos a Theresa May… O “Jornal de Negócios” diz que Schauble, o ministro alemão das Finanças “avisa Londres de que há regras fiscais a cumprir”. É a resposta à Primeira-ministra britânica que, falando ontem no Forum Económico Mundial em Davos, na Suíça, reafirmou que a saída da Grã-Bretanha da União Europeia poderá dar ao país a oportunidade de ser verdadeiramente global, sobretudo ao nível do investimento e do livre comércio. Ora, Theresa May não perdeu pela demora e do lado da Alemanha, o ministro Schauble lembrou que “há regras definidas no âmbito do G20 com o propósito de reduzir a fuga fiscal das empresas que teriam de ser cumpridas por Londres, mesmo fora da União Europeia”.

Já do lado francês, a posição parece mais distendida. A agência Lusa cita o ministro dos Negócios Estrangeiros francês que diz que a França “não tem a intenção de punir” o Reino Unido pela sua decisão de abandonar o projecto europeu. Jean Marc Ayrault sublinha que a simples alusão a um correctivo aplicado aos ingleses é “uma cortina de fumo para permitir aos que defenderam o Brexit minimizarem o impacto que a escolha terá nos britânicos” porque, diz o chefe da diplomacia de Paris, “eles têm clara consciência das consequências negativas”.

Destaque, ainda, para as considerações do Banco Central Europeu sobre a dívida portuguesa. De acordo com o “Diário de Notícias”, Mário Draghi considera, ainda que de forma indirecta, que a dívida nacional é sustentável, assim como as dívidas dos estados do sul da Europa, excepto a da Grécia. O presidente do BCE foi questionado até que ponto os governos de Itália e de outros países do sul da Europa vão conseguir aguentar quando o BCE der por terminado de forma irreversível as compras de obrigações soberanas. Na resposta, Draghi foi claro: “não vemos qualquer dívida nacional como sendo insustentável”. O único reparo, ou excepção é a Grécia.

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