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visto de bruxelas

​Relações Portugal-Espanha azedam

13 jan, 2017 - 13:47

Entre os temas mais relevantes da semana, o Governo vai mesmo avançar com uma queixa em Bruxelas contra Espanha. Em causa a intenção de instalar um depósito de resíduos nucleares perto da fronteira com Portugal. Noutro plano, a proposta da UE para que os jihadistas europeus possam ser julgados e condenados na Síria e no Iraque e falámos, ainda, das perspectivas do Banco Mundial para a Europa.
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Visto de Bruxelas - a semana na UE em análise (13/01/2017)
Visto de Bruxelas - a semana na UE em análise (13/01/2017)

Almaraz: uma névoa nas relações ibéricas

Os planos para Almaraz prometem marcar o futuro mais próximo das relações bilaterais entre Portugal e Espanha: a instalação de um armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz, que leva o Governo português a avançar com uma queixa formal em Bruxelas. A Renascença ouviu o porta-voz da Comissão Europeia para as questões ambientais a apelar a um diálogo construtivo entre os dois vizinhos ibéricos. No entanto, o Governo vai mesmo contestar a inexistência de um estudo que avalie o impacto ambiental desta infra-estrutura que a Espanha pretende instalar a 100 quilómetros da fronteira com Portugal. O tema foi discutido esta quinta-feira numa reunião que o ministro do ambiente manteve com as autoridades de Madrid. No final do encontro, João Matos Fernandes sustentou que, no projecto não foram avaliados os impactos para Portugal, pelo que, já na segunda-feira, o Governo vai pedir a intervenção de Bruxelas.

UE quer julgar longe os terroristas

Bruxelas defende que os “jihadistas” dos Estados-membros que se juntaram ao autodenominado Estado Islâmico devem ser julgados e condenados na Síria e no Iraque por tribunais especiais, apoiados por peritos europeus. Sabemos que é muito reduzido o número de condenações de terroristas julgados na União Europeia, sobretudo pela dificuldade na obtenção de provas. O especialista da Renascença em assuntos europeus, Francisco Sarsfield Cabral, ajuda-nos a compreender melhor como é que a Europa consegue contornar essa limitação sem pôr em risco os valores de referência que nos caracterizam como sociedade.

Relacionada com esta temática dos conflitos no Médio Oriente, está também necessariamente a questão dos refugiados. Hoje, o alto comissariado da ONU e a UNICEF alertaram para práticas de violência contra migrantes e requerentes de asilo como forma de desincentivar a vinda para a Europa. Por outro lado, há relatos de mortes de refugiados na Grécia por causa da vaga de frio que tem atingido a Europa Central. A Renascença ouviu Eric Kempson, um voluntário britânico radicado em Lesbos. Ele acusa o Governo grego, as organizações humanitárias e até a União Europeia de nada terem feito para prevenir esta situação.

Perspectivas do Banco Mundial para a Europa

O mais recente relatório deste organismo antecipa os riscos de uma eventual deriva proteccionista que pode resultar das eleições deste ano em França, na Alemanha e na Holanda. Consequência disso, as previsões da economia para a Zona Euro são pouco animadoras, pelo menos até 2019.

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