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Europa despede-se do homem que pôs Portugal na CEE

10 jan, 2017 - 10:47

No dia do funeral de Estado de Mário Soares, a imprensa desta terça-feira sublinha o lado europeísta do antigo Presidente da República.
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Revista de Imprensa de temas europeus (10/01/2017)
Revista de Imprensa de temas europeus (10/01/2017)

“Soares, o Europeu”, é o título de um artigo de opinião de Paulo de Almeida Sande no “Observador”. Num extenso artigo publicado naquele jornal digital, o regente da disciplina de Construção Europeia da Universidade Católica recorda que “Mário Soares era um patriota e um europeu”. Este especialista em assuntos europeus espera que a morte do antigo Chefe de Estado “marque, pelo menos em Portugal, o princípio do fim do maior dos equívocos: o de que a União Europeia é inconciliável com as soberanias nacionais. “Patriota, sim, mas europeu. Ou um europeu patriota, como devíamos ser todos”, escreve Paulo de Almeida Sande sobre Mário Soares no dia da derradeira homenagem ao antigo presidente da República.

Nas páginas do “Diário de Notícias”, destaque para as questões de segurança: “Superpolícia ganha cargo na União Europeia mas mantém posição em Portugal” é o título. Helena Fazenda, secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, foi seleccionada para o comité de fiscalização do Organismo Europeu de Luta Antifraude. O “DN” explica que o cargo vai ser exercido em part-time e não vai ser remunerada.

Por falar em segurança, no “Económico” pode ler-se que os “Hackers estão de olhos na União Europeia”. Cita um artigo do “Financial Times” para dizer que, no ano passado, houve mais 20% de ataques cibernéticos em relação ao ano anterior, com 110 tentativas de interferir nos servidores da Comissão Europeia. As instituições de Bruxelas e Estrasburgo têm reforçado as medidas de segurança para combater a crescente ameaça da pirataria informática. De resto, o próprio executivo comunitário está a fomentar a cooperação em cibersegurança em conjunto com a NATO. Tudo isto depois de várias informações que sugerem que a Rússia poderá envolver-se nos processos eleitorais francês e alemão.

Noutras páginas da imprensa económica, o destaque vai para o Novo Banco, com o “Jornal de Negócios” a escrever que “Nacionalizar Novo Banco choca com Bruxelas”. De acordo com este diário, caso opte pela nacionalização, Mário Centeno terá de enfrentar Bruxelas em duas frentes. Primeiro para garantir uma alteração do acordo inicial que prevê venda ou liquidação. Por outro lado para desenhar novos limites para os bancos de transição. Adivinham-se negociações difíceis. Mas o ministro das Finanças deixa, desde já, essa garantia: a extinção do Novo Banco está fora dos planos.

Finalmente, a família dos Liberais no Parlamento Europeu rejeita a entrada do Movimento 5 Estrelas do comediante italiano Beppe Grilo. Depois de cortar as ligações com os eurocépticos britânicos do UKIP, o Movimento 5 Estrelas deixa de ter aliados políticos em Bruxelas. O líder dos liberais em Estrasburgo, Guy Verhofstadt, justifica esta rejeição com o que diz ser a falta de garantias por parte deste movimento politico para integrar uma agenda comum de reformas para a Europa.

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