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Como foi 2016 e como será 2017?

26 dez, 2016 - 13:31

Numa semana em que a agenda europeia está “parada” devido à época festiva e em que apenas a actualidade domina, olhamos em retrospectiva para 2016 e prevemos o que se vai passar no próximo ano.
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Olhar Europa - como foi 2016 e como vai ser 2017 (26/12/32016)
Olhar Europa - como foi 2016 e como vai ser 2017 (26/12/32016)

2016 foi “o ano das crises”. A crise de segurança com vários atentados em solo europeu. A 22 de Março os ataques terroristas em Bruxelas no aeroporto e numa estação de metro da capital, que resultaram em 32 mortos e 340 feridos.

A crise migratória esteve sempre presente na agenda da União Europeia com as divisões entre os Estados-membros, com vários de países de leste a não quererem participar no esforço de solidariedade e de acolhimento dos refugiados, na sua maioria sírios. Também na questão do conflito sírio, os 28 tiverem dificuldades em pesar numa solução.

Mas é o Brexit, o principal acontecimento político que marca a história da União Europeia este ano. A maioria dos britânicos votou sim ao Brexit, o que representou uma “tsunami” político na Europa, a primeira vez que um país decide separar-se da União Europeia, ainda para mais um país da dimensão e da importância do Reino Unido.

2016 fica também marcado pela vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, e pela grande incerteza que isso gera em Bruxelas em torno da futura política externa norte americana.

2017, ano de riscos

Vem aí um novo ano, mas os grandes desafios da União Europeia são os mesmos. Já em Janeiro, Donald Trump toma posse. Em Bruxelas espera-se que o próximo Presidente norte-americano esclareça o que pretende fazer em termos de política comercial, política externa e de segurança. Os dirigentes da UE lançaram um convite a Donald Trump para uma cimeira.

Depois haverá vários momentos de risco porque há eleições importantes em vários Estados-membros fundadores da União Europeia mas em que os partidos nacionalistas, anti-Europa e xenófobos podem conseguir bons resultados: na Holanda, Marine Le Pen nas Presidenciais francesas, e depois na Alemanha

Finalmente, as negociações do Brexit. Em Março, o Governo britânico vai notificar os parceiros da sua intenção de sair e as negociações podem então começar, sem ninguém saber ao certo como podem acabar e que tipo de acordo será alcançado. Depois há as relações com a Rússia, Turquia, o conflito na Síria que podem criar tensão.

Uma última nota para dizer que 2017 pode ser o ano de uma grande oportunidade para a UE. Em Março, são as celebrações dos 60 anos do Tratado de Roma, tratado fundador do projecto europeu. Os líderes europeus podem aproveitar para tentar relançar o projecto europeu com novo vigor e renovada vontade política.

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