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Portugueses entre os europeus que mais se protegem online

21 dez, 2016 - 11:22

Os portugueses têm cada vez mais cautelas com os dados que disponibilizam online. Entretanto, Bruxelas acusa o Facebook de informação enganosa.
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Revista de imprensa de temas europeus (21/12/2016)
Revista de imprensa de temas europeus (21/12/2016)

O “Negócios” publica dados do Eurostat, segundo os quais mais de metade dos utilizadores de internet em Portugal (51%) afirmam que não partilharam qualquer informação pessoal online no último ano. Estamos acima da média europeia que se situa nos 29%. De acordo com o jornal, Portugal é o segundo país do conjunto europeu onde os utilizadores mais se resguardam na partilha de dados pessoais em rede. Na Roménia, sete em cada 10 utilizadores da internet garantem que não disponibilizaram os seus dados pessoais na rede ao longo dos últimos 12 meses. Outra das conclusões dos inquéritos do gabinete europeu de estatísticas é de que 46% dos utilizadores portugueses usaram computadores de secretária para aceder à web nos últimos três meses. Uma percentagem que fica muito atrás dos smartphones que são agora os dispositivos preferidos de 78% portugueses na altura de aceder à internet.

Ainda no “Jornal de Negócios”, Bruxelas acusa o Facebook de informação enganosa. Em causa, segundo a Comissão Europeia, estão alegadas informações incorrectas ou enganosas no âmbito da compra da aplicação de mensagens instantâneas Whatsapp. Em comunicado, Bruxelas explica que a empresa de Mark Zuckerberg tem até 31 de Janeiro de 2017 para explicar a situação. No entanto, caso as suspeitas se confirmem, o Facebook poderá ser alvo de uma multa até 1% do seu volume total de negócios. O que, tendo em conta, a facturação do ano passado – de 17,1 mil milhões de euros – significaria uma coima próxima dos 171 milhões.

No plano mais político-institucional, o Brexit está a tornar-se num processo que, como se costuma dizer, “não ata nem desata”. É, pelo menos, um processo que vai avançando muito lentamente e que, após o referendo de Junho deste ano, deverá conhecer outro grande desenvolvimento em Março do próximo ano quando, se tudo correr conforme prometido pela primeira-ministra Theresa May, Londres accionar o artigo 50 do Tratado de Lisboa que abre então o caminho para a saída do Reino Unido da União Europeia. Enquanto isso, segundo o “Financial Times”, Theresa May anuncia que quer negociar um acordo de transição com a União Europeia. O objectivo, segundo a chefe do Governo de Londres, é suavizar a saída do país do projecto europeu. O “Financial Times” explica que Theresa May disse esta terça-feira aos deputados que é preciso tempo para as economias britânica e europeia se ajustarem e resolverem questões práticas. Entre elas a actualização dos sistemas de tecnologias de informação, uma vez consumada a separação.

Entretanto, quem já respondeu a esta pretensão do Reino Unido foi a Espanha pela voz do ministro das Finanças. O “Diário de Notícias” reproduz declarações de Luis de Guindos. Ele que avisa os britânicos de que não podem esperar um “Brexit” ‘à la carte’ e lembra que – nesta altura em que se negoceia os termos do divórcio – “quem tem mais em jogo é o Reino Unido”.

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