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Reportagem

Na escola onde os alunos mais progridem "passar de ano não chega"

17 dez, 2016 - 00:00

Escola Básica e Secundária de Vila Cova, em Barcelos, lidera "ranking" que mede a progressão dos alunos.
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Rankings 2016 -- Reportagem de Isabel Pacheco na Escola Básica e Secundária de Vila Cova, Barcelos
Rankings 2016 -- Reportagem de Isabel Pacheco na Escola Básica e Secundária de Vila Cova, Barcelos

Na Escola Básica e Secundária de Vila Cova, em Barcelos, troca-se o conceito de “sucesso” pelo de “êxito”. Neste estabelecimento de ensino, “passar de ano não chega”, garante o director Alberto Rodrigues.

No "ranking" tradicional há apenas uma escola secundária pública nas 30 mais bem cotadas. Mas este ano o Ministério da Educação introduziu uma novidade: o indicador “percursos directos de sucesso”, que mede a progressão dos alunos que à entrada para o ensino secundário tinham um nível escolar semelhante. Com ele, a Renascença elaborou um novo “ranking”, onde as públicas ganham terreno. Este “ranking” é liderado por uma escola pública, a Básica e Secundária Vila Cova.

“O nosso objectivo prioritário é levar cada aluno a dar o máximo de si”, diz o director da escola. Limitar o sucesso à transição de ano é “redutor”.

Há 16 anos que esta filosofia inspira o funcionamento da escola, o espírito da comunidade docente e a motivação dos cerca de 500 alunos, 60 deles a frequentar o ensino secundário onde as turmas não ultrapassam os 20 estudantes.

As dimensões reduzidas “fazem toda a diferença” na hora de aprender e de ensinar, garante a professora de Matemática Cristina Alves. E exemplifica: “Consigo levar os alunos todos aos quadro numa aula. Com uma turma de 30 alunos não seria possível”. “O apoio é diferente se tivermos 18 ou 30 alunos na turma”, reforça.

A escola prepara-se para abrir portas à primeira sala de leitura do futuro. Em Abril, vai nascer um espaço alternativo de aprendizagem, onde “não há carteiras alinhadas nem quadro”, explica o director da escola. Trata-se de um espaço informal de ensino em que o objectivo é que “o tempo de exposição do professor seja reduzido a 30% e os restantes 70% para o aluno”.

Estratégias de aprendizagem como esta valeram à escola – que, segundo a direcção, perdeu 5% do seu orçamento – os prémios da Fundação Gulbenkian e da Fundação Montepio nos últimos dois anos.

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  • G Campbell
    18 abr, 2017 Brasil 15:37
    Srs/Sras Lendo varios artigos sobre escolasno Brasil e em Portugal, observo que como em todo mundo, as escolas buscam tirar o soro do sangue de seus alunos, não exatamente com o objetivo de ensinar e preparar crianças e jovens para sua vida profissional, mas, diferentemente de pais para pais, o "negócio" de ensinar, visa lucro, para as escolas particulares, e Orçamentos, para as publicas. Diretores e diretoras acrescentam sua dose de egocentrismo, para mostrar seu sucesso, não o do aluno em sí. No Brasil, em Portugal, na Inglaterra, tudo gira em torno de money, money money. A cultura do ter, e não do ser ou fazer. Lamento que seja essa a mentalidade, principalmente nos países onde o ensino privado obtêm muito mais sucesso que no ensino publico, já tão decandente "all over de world", em particular nos países em desenvolvimento. O ensino deveria sim, ser publico, sempre! Em Portugal, por exemplo, no ensino do 9º ano, nos 20 primeiros lugares das melhores escolas, não aparece uma única escola publica. No Brasil também não é diferente. Meu avô estudou em escola publica, que ficava kilometros de distancia em qualidade, das escolas particulares. Hoje é bem ao contrario. Lamentável!
  • António
    17 dez, 2016 Barcelos 09:51
    E assim camuflaram o puxão de orelhas... http://www.jn.pt/local/noticias/braga/barcelos/interior/suspenso-professor-que-rasgou-orelha-a-aluna-de-seis-anos-2941529.html