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visto de bruxelas

Itália faz tremer UE e orçamentos são analisados à lupa

09 dez, 2016 - 14:30

Semana marcada pelo resultado negativo do referendo italiano e pela reunião do Eurogrupo, com as contas dos Estados-membros a serem passadas a pente fino. Portugal não deixou de se elogiado.
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Revista de Imprensa de temas europeus (09/12/2016)
Revista de Imprensa de temas europeus (09/12/2016)

A semana começou com atenções viradas para Itália, no rescaldo do referendo e da crise política em Roma, após a demissão do Primeiro-ministro. Em Bruxelas, os ministros das Finanças da zona euro reagiram desdramatizando. Apesar da fragilidade de alguns bancos italianos, não haverá instabilidade nem crise financeira na zona euro, isto mesmo foi repetido pelos responsáveis europeus. É uma questão política interna italiana, diz o presidente do Eurogrupo. Joren Dijsselbloem lembra que “é um processo democrático e, realmente, não muda na situação económica em Itália ou dos bancos italianos. Os problemas que temos hoje são os problemas que tínhamos ontem, e que têm de ser geridos. No que me toca, esse processo vai continuar”.

Já comissário dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, garante que as instituições italianas são robustas: “Vai haver continuidade em Itália. É um país robusto, com instituições fortes. Confio na capacidade das autoridades italianas para enfrentar a situação que é em primeiro lugar, não diria uma crise, mas um choque para a Itália”.

Na reunião, os ministros das Finanças da zona euro discutiram os orçamentos dos Estados-membros. O Eurogrupo elogiou o compromisso de Portugal de respeitar as regras e de tomar as medidas necessárias para cumprir as metas acordadas. E Mário Centeno garante que os indicadores portugueses são positivos.

Igualmente importante para Portugal é a questão das ligações energéticas com o resto da Europa. O reforço das ligações entre Estados-membros é um dos projectos prioritários da União Europeia. O tema foi debatido na reunião de ministros da Energia. Portugal quer aumentar as ligações com Espanha e com o resto da Europa para poder exportar energias renováveis, segundo avançou o Secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches Seguro.

Esta semana também foi marcada pela intervenção de Michel Barnier, que em nome dos 27 vai negociar com o Reino Unido a saída do país da União Europeia. Barnier diz que UE está preparada para começar as conversas e que as negociações devem estar concluídas em Outubro de 2018: “Teremos menos do que 18 meses para negociar. Uma vez mais: será curto. Se o Reino Unido notificar o Conselho em finais de Março de 2017, como a primeira ministra Theresa May disse que iria fazer, é possível dizer com segurança que as negociações vão começar umas semanas depois e um acordo sobre o artigo 50 será alcançado em Outubro de 2018.

Negociação fechada em finais de 2018, depois o acordo deverá ser aprovado pelos 27, pelo Parlamento Europeu e pelo Parlamento britânico. O objectivo é que o Reino Unido se separe oficialmente da União Europeia em meados de 2019.

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