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Caixa, Hollande e Itália a dominar a semana

02 dez, 2016 - 14:38

Paulo Macedo é, tudo indica, a escolha do Governo para a administração da Caixa. Olhamos também para o anúncio de Francois Hollande de que não se recandidata à Presidência da França e não esquecemos o referendo em Itália que, alertam alguns, poderá transportar aquele país para fora da moeda única.
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Visto de Bruxelas (02/12/2016)
Visto de Bruxelas (02/12/2016)

Já só falta a confirmação oficial. A imprensa dá como garantido o nome de Paulo Macedo para a liderança da Caixa Geral de Depósitos. Macedo foi Director Geral dos Impostos, vice-presidente do BCP e Ministro da Saúde. Deverá, agora, suceder a António Domingues na liderança do banco público e - antes mesmo do anúncio formal - parece ser o nome consensual com que Mário Centeno pretende acalmar as águas... a tempestade política que resultou da não apresentação - pelos administradores cessantes - das obrigatórias declarações de património.

Paulo Macedo deverá ser o homem que se segue, e de quem se espera uma gestão com espírito de serviço público que alavanque a economia. Espera-se, igualmente, sucesso no processo de capitalização da Caixa.

Hollande não vai à segunda

Na edição desta sexta, falamos da corrida às Presidenciais francesas tendo por base o anúncio feito a noite passada por François Hollande. Está dito: não avança a um segundo mandato no Eliseu. É a primeira vez, em França, que um Presidente não se recandidata. Hollande é uma carta fora do baralho na corrida às Presidenciais francesas. Abre, assim, caminho a Manuel Valls para discutir o Eliseu com François Fillon e Marine Le Pen.

A Europa vai estar muito atenta às eleições francesas e, no imediato, estará mais ainda em relação a Itália. Domingo é dia de referendo em Itália. Em causa está uma proposta de Matteo Renzi que pretende retirar poderes à Câmara Alta para facilitar a aprovação de leis na Câmara de Deputados. O problema, dizem os analistas, é que há muito mais em jogo. Há o receio, até, de que possa abrir-se a porta italiana para um novo "Brexit" ou, pelo menos, para que o país abandone a moeda única.

Há, também, o perigo de eleições antecipadas num país assolado pelo populismo. Nem de propósito, ouvimos o alerta do economista francês Philippe Aghion - professor em Harvard e assistente no MIT. Um alerta escutado pela jornalista sandra Afonso em Bratislava. A propósito do Brexit, da eleição de Donald Trump nos EUA, e em vésperas do referendo italiano, este reputado economista avisa os decisores que estão a deixar alguns para trás e de que é preciso tomarem as medidas certas.

O referendo em Itália, as eleições em França e, claro, o Brexit são matérias mais do que preocupantes para Bruxelas... na expectativa, também, de perceber melhor os planos de Donald Trump. Entretanto, porque a vida não pára, a Europa teve de aprovar as suas contas para 2017.


Life goes on...

O Conselho e o Parlamento deram esta semana luz verde ao gasto de cerca de 157 mil milhões de euros para programas e projectos previstos nas políticas da UE. No debate em plenário, o eurodeputado do PSD José Manuel Fernandes elogiou o orçamento comunitário. O social-democrata sublinhou, também, a importância das verbas destinadas à segurança da Europa e ao apoio aos refugiados.

O Parlamento também aprovou o acordo União Europeia-Estados Unidos para a protecção de dados no âmbito de combate ao crime. O acordo garante protecção de dados pessoais nas investigações e na repressão de infracções penais, incluindo o combate ao terrorismo.

Nos Estados Unidos, os europeus passam a ter os mesmos direitos do que os norte americanos para interpor recurso em Tribunal. A eurodeputada do PS Ana Gomes espera “que a futura Administração Trump cumpra este acordo”.

A semana fica marcada, ainda, pelo plano de acção na área da Defesa apresentado pela Comissão Europeia. Propostas “com ambição”, explicou a Alta Representante para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini.

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