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"Brexit", "geringonça" e "racismo" entre as candidatas para palavra do ano

01 dez, 2016 - 10:22

As palavras eleitas nas edições anteriores foram "esmiuçar" (2009), "vuvuzela" (2010), "austeridade" (2011), "entroikado" (2012), "bombeiro" (2013), "corrupção" (2014) e "refugiado" (2015).
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A votação online para a escolha da Palavra do Ano, a partir de uma lista de dez, inicia-se esta quinta-feira, anunciou a Porto Editora. que lançou esta iniciativa em 2009.

"Brexit", "campeão", "empoderamento", "gerigonça", "Humanista", "microcefalia", "parentalidade", "presidente", "turismo" e "racismo" são as palavras à escolha dos cibernautas até "ao último minuto do dia 31 de Dezembro", disse à agência Lusa a Porto Editora.

A palavra vencedora será conhecida na primeira semana de Janeiro, numa cerimónia pública.

"Brexit" é uma palavra que surgiu associada à saída do Reino Unido da União Europeia, em resultado do referendo realizado naquele país, em Junho, explicou a mesma fonte.

Pela primeira vez, Portugal tornou-se campeão europeu de futebol, em Julho passado, ao vencer a França, em Paris, na final da 15.ª edição do campeonato da UEFA, "o que justificou a escolha do termo 'campeão'".

O termo "empoderamento" passou "a ser usado com maior frequência para designar formas de obter mais controlo sobre a própria vida, através da conquista de direitos civis, independência ou equidade de géneros", explicou.

Quanto ao termo "geringonça", tem origem numa reacção do antigo líder do CDS-PP, Paulo Portas, à formação do actual Governo, liderado por António Costa, e passou a ser usado para designar a maioria de esquerda no parlamento (PS/Bloco de Esquerda/PCP e Partido Ecologista "Os Verdes"), que apoia o executivo.

"Humanista" foi, segundo a Porto Editora, "um dos adjectivos mais utilizados para qualificar António Guterres durante o processo de selecção que o levou ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas", do qual tomará posse no dia 1 de Janeiro próximo.

O termo "Microcefalia" tornou-se mais conhecido devido à pandemia registada este ano, em alguns estados sul-americanos, principalmente no Brasil.

O risco da ocorrência desta condição patológica durante a gravidez, surgiu associado ao vírus zica, transmitido pelo mosquito Aedes, que aconteceu naquela região do globo.

"Tema frequente ao longo do ano" foi "parentalidade", que "aborda o conjunto de actividades desenvolvidas pelos educadores com vista a um melhor desenvolvimento das crianças".

"Presidente", este cargo, "tornou-se muito frequente nas notícias", desde que Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse como Presidente da República, no passado dia 19 de Março, adianta a Porto Editora.

"Os excelentes resultados da indústria do turismo têm um impacto positivo na economia do país, mas esta realidade abriu o debate em termos de sustentabilidade e qualidade de vida nas grandes cidades", e daí também a escolha do termo "turismo" para votação.

Finalmente, surge a palavra "racismo", segundo a Porto Editora, porque, "de forma preocupantemente crescente, têm-se multiplicado atitudes e manifestações de racismo um pouco por todo o mundo, com particular incidência na Europa, mas também nos Estados Unidos".

A escolha da Palavra do Ano iniciou-se em Maio, em Portugal e, pela primeira vez, em Angola e Moçambique, acolhendo sugestões de cibernautas, nos três países, num processo que passa sobretudo pelo estudo da frequência e distribuição do uso das palavras, da monitorização da comunicação social e das redes sociais e, ainda, dos acessos e consultas aos dicionários digitais da Porto Editora.

A eleição da Palavra do Ano, na sua oitava edição, "já faz parte do calendário dos portugueses, tal a curiosidade que desperta e a participação crescente nas votações, na ordem das dezenas de milhares, apesar de se fazer exclusivamente 'online'", disse à Lusa fonte da editora.

No ano passado, segundo a Porto Editora, registou-se uma participação superior a 20 mil cibernautas.

As palavras eleitas nas edições anteriores foram "esmiuçar" (2009), "vuvuzela" (2010), "austeridade" (2011), "entroikado" (2012), "bombeiro" (2013), "corrupção" (2014) e "refugiado" (2015).

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