O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

Urna com cinzas de Fidel Castro faz caminho da revolução

30 nov, 2016 - 19:27

O cortejo partiu esta quarta-feira de manhã da Praça da Revolução, em Havana, onde Fidel proferiu alguns dos seus mais emblemáticos discursos.
A+ / A-

As cinzas de Fidel Castro começaram esta quarta-feira uma volta a Cuba. A derradeira viagem vai terminar na parte Oriental da ilha, onde há mais de seis décadas foram disparados os primeiros tiros da revolução.

A urna está envolta na bandeira nacional cubana. Foi colocada numa caixa de vidro, enfeitada com flores brancas, e está a ser transportada por um jipe militar.

O cortejo partiu esta quarta-feira de manhã da Praça da Revolução, em Havana, onde Fidel proferiu alguns dos seus mais emblemáticos discursos.

Milhares de cubanos saíram à rua para se despedirem uma última vez do homem que governou a ilha nas últimas décadas.

O cortejo vai demorar três dias a completar os 900 quilómetros entre a capital e Santiago de Cuba, a morada final de Fidel Castro.

Nesta volta de despedida da população, as cinzas de “El Comandante” vão fazer o caminho inverso ao da marcha vitoriosa dos rebeldes até Havana, em 1959.

O funeral de Estado está marcado para domingo de manhã, em Santiago de Cuba, onde Fidel Castro comandou o ataque ao quartel de Moncada, em 1953.

O homem que disse um dia que a história o absolveria acabaria preso, mas três anos mais tarde regressou a Cuba com um grupo de revolucionários, a bordo do barco “Gramma”, para derrubar a ditadura de Fulgencio Batista e impor outro regime totalitário comunista.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Júlio
    01 dez, 2016 Amadora 15:09
    Se Fidel tivesse existido no tempo de Cristo ,ou de Spartakos, os PAPÕES também o teriam cruxificado, mas não deixariam de andar hoje a viver à sombra do seu nome.