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Afinal, a ASAE aprova ou chumba a colher de pau?

30 nov, 2016 - 10:51

A Renascença convidou o inspector-geral da ASAE para tentar desfazer alguns mitos. Verdade absoluta, diz Pedro Portugal Gaspar, é a cada vez menor taxa de incumprimentos.

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Não é proibido nem existe qualquer problema em cozinhar com colheres de pau. Quem o diz é o inspector-geral da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Convidado do programa Carla Rocha – Manhã da Renascença nesta quarta-feira, Pedro Portugal Gaspar explica que, “tal como outro utensílio qualquer”, a utilização da colher de pau só é desaconselhada “quando põe em risco a segurança alimentar”.

“Se estiver rachada ou com restos de partículas que vão ficando, é óbvio que não pode ser utilizada, assim como a [colher] de inox”, exemplifica.

A polémica da utilização de colheres de pau nos restaurantes surgiu em 2014, quando alguns estabelecimentos foram suspensos. Já na altura, a ASAE esclareceu que a decisão se devia à falta de condições de higiene e não, propriamente, à utilização de colheres de pau – posição agora reiterada pelo dirigente do organismo.

Já sobre as bolas de Berlim, outro tema que deu de falar na opinião pública, Pedro Gaspar preferiu reiterar que gosta delas, com ou sem creme, e que todas podem ser vendidas na praia.

11 anos produtivos

Após 11 anos de actividade, a ASAE regista uma maior taxa de cumprimento. O inspector-geral da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica diz que o comportamento dos agentes económicos pode ser dividido em duas fases distintas.

“Nos primeiros cinco anos, a taxa média de incumprimento situou-se acima dos 25%; nos últimos cinco anos, situa-se constantemente abaixo dos 25%”, explica.

“O último ano até foi o mais baixo de sempre, com 18%”, destaca.

Pedro Portugal Gaspar elogia também alguma mudança de mentalidades por parte de juízes e empresários, o que já permitiu doar, por todo o país, 10 mil peças apreendidas nas várias acções da ASAE.

Comentários
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  • Calum
    10 dez, 2016 Lisboa 10:46
    A ASAE é um orgão de polícia criminal que eu, consumidor, considero de enorme importância e que apoio totalmente dado tratar-se de uma autoridade especializada na segurança alimentar e na fiscalização económica. Enquanto consumidor só tenho a agradecer a sua existência esperando que o seu trabalho seja cada vez mais rigoroso na exigência do cumprimento da legislação. Acredito que, com o seu trabalho, as "mixórdias" que muitos ainda praticam na atividade alimentar serão cada vez mais reduzidas.
  • Calum
    10 dez, 2016 Lisboa 10:34
    A ASAE é um orgão de polícia criminal que eu, consumidor, considero de enorme importância e que apoio totalmente dado tratar-se de uma autoridade especializada na segurança alimentar e na fiscalização económica. Enquanto consumidor só tenho a agradecer a sua existência esperando que o seu trabalho seja cada vez mais rigoroso na exigência do cumprimento da legislação. Acredito que, com o seu trabalho, as "mixórdias" que muitos ainda praticam na atividade alimentar serão cada vez mais reduzidas.
  • Carlos Silva
    09 dez, 2016 Leiria 11:43
    Comecem lá a inspeccionar o óleo nas fritadeiras dos restaurantes e a taxa média de incumprimento aumenta logo....
  • VASCO
    05 dez, 2016 BRAGA 14:12
    Apelei mil e uma vez a ASAE
  • UNS EXAGERADOS
    30 nov, 2016 Lx 16:59
    Quem precisava de levar com a colher de pau é a ASAE...Uns exagerados desmedidos... Serei o primeiro a sová-los com a colher de pau mas de marmeleiro mas maior para doer mais...
  • Joaquim
    30 nov, 2016 Porto de Mós 15:08
    É uma falácia, o incumprimento aumentou, seja alojamentos locais ilegais, oficinas, black friday fictício, vinhos e o seu contrabando, etc, etc. No entanto, agarrado ao cargo, manda os seus funcionários inspecionar táxis e camiões, sabendo que a taxa de incumprimento ronda os 2% e que a inspeção demora 5 minutos, ao invés de apostar na luta contra os atos ilicitos na economia e na segurança alimentar
  • 30 nov, 2016 12:43
    Alguém teve coragem para esclarecer o pau
  • A prova dos nove
    30 nov, 2016 Lisboa 12:10
    Se a ASAE levar com a colher de pau nas orelhas aprova ...
  • aaaaaaaa aaaaaaaaaaa
    30 nov, 2016 LX 12:03
    Registo o óbvio do que aqui está escrito, quando o tema foi noticia só não entendeu quem não quis! Mudando o tema, talhos, questiono para quando regras de acondicionamento dos produtos nas vitrinas, estas não tem as divisórias de vidro até cima e nalguns talhos temos aves, produtos semi prontos (rolos de carne, carne envolta em massa folhada(tipo a receita wellington), tabuleiros com queijo seco, e a charcutaria no final da vitrina mas sem divisão até ao cimo, nem sequer devia estar junta, devia ser num local separado! O uso da mesma máquina para moer carnes vermelhas e aves é usual, assim como a tábua de cortar embora grande cortam na mesma àrea aves ou carne vermelha!