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Maior universidade islâmica convida imãs portugueses para curso de desradicalização

27 nov, 2016 - 09:46

O programa de desradicalização de imãs na universidade de Al-Azhar, no Cairo, dura dois meses e visa desmontar alguns preconceitos ou ensinamentos que contrariam a doutrina.

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O reitor da maior universidade islâmica do mundo apela aos imãs portugueses para frequentarem um curso de formação que desmonte ideias radicais ou extremistas.

Em entrevista à agência Lusa, Ahmed Mohamed Al-Tayeb, sheik da universidade de Al-Azhar, no Cairo, admite que a mensagem islâmica está a ser deturpada por vários movimentos sectários, pelo que a instituição que lidera, a maior do género no mundo islâmico, lançou um programa de desradicalização de imãs.

"Espero que os imãs de Portugal nos dêem a honra de vir cá e estudar, durante dois meses, como apresentar o Islão correto em Portugal para que os muçulmanos se tornem verdadeiros cidadãos no tecido da sociedade portuguesa", afirmou Ahmed Al-Tayeb.

O programa de desradicalização de imãs tem uma duração de dois meses e visa desmontar alguns preconceitos ou ensinamentos que contrariam a doutrina.

"Convidamos os imãs para virem cá. Vão receber formação sobre os problemas, como resolvê-los e como ensinar as pessoas o conceito correto para solucionar os problemas", explicou Ahmed Al-Tayeb, salientando que a universidade já recebeu delegações da Europa.

"Por exemplo o Reino Unido enviou cerca de duas ou três delegações. Recebemos também do Paquistão, China, Iraque, Nigéria e Afeganistão", exemplificou.

"Aqui, na Universidade de Al-Azhar, temos programas para formar os imãs" no contacto "com as pessoas", particularmente nas orações das sextas-feiras, explicou, admitindo que esta formação é opcional e visa somente enquadrar a doutrina teológica.

"No Islão não há hierarquia religiosa: os clérigos muçulmanos não têm poder, derivado de Deus, sobre as outras pessoas. Têm é um poder científico, educativo e intelectual para explicar o Islão", explica Ahmed Al-Tayeb, que minimiza também a importância das divisões tradicionais em que os ocidentais consideram a religião islâmica.

"Não há Islão plural: slão egípcio, islão xiita, islão sunita ou islão que pertence a um determinado território. O Islão é um só. E todos os muçulmanos compartilham estes fundamentos", explica.

O objectivo da universidade, que tem mais de 300 mil alunos, entre os quais 30 mil estrangeiros, é ensinar os fundamentos teológicos da religião do modo que consideram adequado e sem os "desvios" doutrinários recentes.

Comentários
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  • Mafurra
    27 nov, 2016 Lisboa 13:51
    E neste curso de "desradicalização" já ensinam os homens a respeitar as mulheres ? Já ensinam que não se deve tirar a infância a uma menina de 8 ou 9 anos, obrigando-a a casar-se com um marmanjo qualquer ? Dito de outra forma, já ensinam a não praticar pedofilia ? Já ensinam que estamos no século XXI e que não se tira a VIDA a ninguém só porque não pensa como nós ? Se 14 séculos não chegaram para isso, duvido que um curso de dois meses faça esse MILAGRE !
  • asilva
    27 nov, 2016 adelaide 12:12
    .... >> Entao mas agora este "camarada" com esta propaganda quere -nos dizer que nos no Oeste e precisamos de ser desradicalizados ??? E preciso ter "coragem" >>> entao estes "camaradas" do Islao e que andam ha mais de 2.000 anos em constantes guerras e agora nos e precisamos de ser desradicalizados >>>> mas que grande "kagada" >>>> mas nos somos macacos ???