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Ano da Misericórdia. Uma “lufada de nova missão” que merece reflexão

21 nov, 2016 - 09:28

Bispos portugueses fazem um balanço positivo do Jubileu da Misericórdia, que terminou no domingo, e falam das sementes deixadas. “A mentalidade que criou, a misericórdia, não termina”.
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O bispo do Porto considera que o Jubileu da Misericórdia, que terminou no domingo, constituiu “uma lufada de nova missão” de que “a Igreja precisava”.

“Trouxe-nos este Jubileu a valorização de uma urgente cultura do encontro, da proximidade, da compaixão e da misericórdia. Abriu à Igreja caminhos novos de uma pastoral próxima, atenta a todos e capaz de fazer chegar a cada pessoa esta certeza única de que Deus nos ama como Pai”, escreveu num texto divulgado no site da diocese.

D. António Francisco considera que “a nova missão” trazida pelo Jubileu “irrompe da misericórdia divina, acolhida e traduzida na vida de todos os dias” e diz não o surpreender “a alma aberta do mundo que acolheu esta iniciativa do Papa Francisco com alargada aprovação e atento interesse”.

Um desafio para “ir mais longe” na caridade, diz bispo do Funchal

O bispo do Funchal sublinhou, no sábado, o impacto colectivo e individual da iniciativa lançada pelo Papa Francisco e convidou os presentes a reflectir sobre a “participação, benefícios e aproveitamento deste Ano”.

Na opinião de D. António Carrilho, o Jubileu da Misericórdia constituiu um desafio para “ir mais longe” na prática da “caridade”, dando a conhecer o “rosto misericordioso de Jesus”.

Misericórdia vai “modelar” a Igreja do terceiro milénio

O presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização considera que o Jubileu da Misericórdia vai “modelar” a Igreja no terceiro milénio e diz que a iniciativa foi uma estratégia do Papa Francisco para dar seguimento ao sínodo da família.

A “Porta Santa encerra, mas a mentalidade que criou, a misericórdia, não termina”, destacou D. Manuel Linda em entrevista à agência Ecclesia.

“É a grande proposta lançada neste início do terceiro milénio e que vai dar uma nova tonalidade à maneira de ser Igreja e de estar no mundo: pessoas de misericórdia”, acrescentou o bispo da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança.

D. Manuel Linda diz ainda que “Jesus Cristo não estabeleceu um código, mas a misericórdia”.

O Papa fechou, no domingo, a Porta Santa da Basílica de São Pedro, a última ainda aberta em todo o mundo. Foi assim encerrado o Jubileu da Misericórdia, que começou em Dezembro de 2015.

Está encerrado o Ano da Misericórdia. Que “não se fechem as portas da reconciliação e do perdão”

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