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Legalização da eutanásia implicaria posição “quase esquizofrénica” do Estado

19 nov, 2016 - 16:02

A ideia foi defendida pela jurista Teresa Quintela de Brito.
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A eutanásia levaria a uma posição esquizofrénica do Estado e daria origem a uma "inconsistência legal". A posição foi avançada pela jurista Teresa Quintela de Brito, da Associação dos Juristas Católicos, comentando o projecto de lei que o Bloco de Esquerda já anunciou.

“A legalização da eutanásia implicaria uma posição quase esquizofrénica por parte do Estado em que a Constituição lhe impõe o dever de proteger a vida e, por outro lado, a permissão da Eutanásia levaria o Estado a ter que prover os meios humanos, de materiais, as organizações, as informações, a formação necessária para permitir a destruição da própria vida que deve proteger”, disse.

A defesa da vida é um dos deveres médicos, incluindo no contexto dos cuidados paliativos, frisa o oncologista Luís Marques da Costa, também durante a conferência “Eutanásia: evolução ou regressão?" que se realizou esta sexta-feira em Lisboa.

“Qual é o critério? É o critério ético da melhor técnica médica e o critério ético. Acho que todos os doentes têm direito a morrer, não têm direito a ser mortos por um médico”.

As associações dos médicos e juristas católicos consideram que o referendo da eutanásia não é uma opção e prometem continuar a discussão pública.


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  • martins
    30 nov, 2016 dortmund 17:06
    alberto concordo contigo todos teem o direito de acabar com a propia vida quando quiserem e teem mil e uma maneira de o fazer sem precisar de pedir a outra pessoa que se transforme num assassino porque quem mata e assassino porque nao ha diferenca nenhuma em matar com uma pistola ou com uma faca
  • TOINOTUGA
    19 nov, 2016 Oeiras 18:32
    O Estado não tem posição posição “quase esquizofrénica", pela sim+les razãp de que o Estado não toma tais veleidades anacrónicas, mas sim o governo que representa, mal ou bem-mais mal...- arbitrariamente e sem res+eito +elo ESTADO, que somo TODOS NÓS! Os representantes, temporários, do Estado-Govcerno- não pode tomar decisões deste quilate, ou seja, dispor da vida das pessoas, a seu bel-prazer; porque, questões deste melindre, que "jogam" com a vida das pessoas, têm que ser referendadas, sem o que, na realidade, se trataria de um acto ilegal e ditatorial, tipo "Coreia do Norte"! Mal por mal, venha o menor; suportemos a India de Neru, o "APAPA TERRITÓRIOS"! JÁ TIVEMOS ILEGALÇIDADES QUE CHEGUE! -casamentos gayes e lésbicas e outros "mimos" idênticos!!
  • Carlos Gonçalves
    19 nov, 2016 Seixal 18:29
    Oh minha senhora, que vida? Eu tenho o direito de não querer vegetar, de morrer sem ter tubos e mais tubos, injeções e outros que tais para me manter vivo. Para quê? Tenha vergonha. Além do mais não percebo essa das associações profissionais ditas católicas.... essa gente afinal defende quem? Eu não sou católico e nem acredito em religião nenhuma enquanto não me provarem por A + B!!! Por isso não preciso que alguém, dito católico, me venha dizer o que devo ou não fazer com a minha vida!!!
  • Diogo
    19 nov, 2016 Funchal 18:11
    Não fosse a Renascença focar-se num assunto delicado que envolve o Estado laico e medidas legais tidas como progressistas... Que novidade. Já toda a gente sabe o quanto são conservadores... mas jornalismo não é isso. Jornalismo não é reportar as opiniões de terceiros que mais nos convêm, nomeadamente à defesa das nossas crenças... É triste.
  • Alberto
    19 nov, 2016 Algures 17:53
    A Eutanásia devia ser legal, aqui e em qualquer lugar. Toda a gente tem direito sobre si proprio, de morrer de forma digna e acabar com o sofrimento.