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Túnel do Marão. Meio ano e 2,1 milhões de veículos depois, Vila Real está mais atractiva

07 nov, 2016 - 09:45

Utentes, empresários e autarcas afirmam que o Túnel do Marão passou a ser a opção ”número um” nas deslocações entre o Interior e o Litoral.
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Mais de 2 milhões atravessaram o túnel do Marão em seis meses
Mais de 2 milhões atravessaram o túnel do Marão em seis meses

O Túnel do Marão foi atravessado por cerca de 2,1 milhões de veículos e contabiliza 3,6 milhões de euros de receita de portagens em seis meses de funcionamento que mudaram os hábitos dos utentes e empresas.

A Auto-estrada do Marão concluiu o prolongamento da A4 de Amarante a Vila Real, inclui um túnel rodoviário de 5,6 quilómetros e abriu ao trânsito a 8 de Maio, aproximando o interior do país do litoral.

“O balanço destes seis meses é positivo em toda a linha. Esta A4 tem um tráfego que excedeu as expectativas iniciais. É dos poucos itinerários em que as previsões de tráfego acertaram”, afirmou à agência Lusa Carlos Matos, da empresa Infra-estruturas de Portugal (IP).

Até hoje, atravessaram o maior túnel rodoviário da Península Ibérica perto de 2,1 milhões de veículos. O tráfego médio diário nestes meses é de 11.244 veículos.

Carlos Matos salientou ainda que o túnel está a ter uma “colecta de portagens muito interessante”. “Projectamos valores de 3,6 milhões de euros para os seis meses, o que quer dizer que o túnel está a ser auto-suficiente em termos de custos”, frisou.

Neste primeiro meio ano de funcionamento notou-se uma transferência do tráfego do Itinerário Principal 4 (IP4) para a nova auto-estrada, mas esta captou também trânsito de outras vias, como das auto-estradas A24 ou A7.

A viagem demora cerca de 50 minutos e custa 1,95 euros (veículos classe 1), mas a clínica não teve qualquer dúvida em optar pela nova auto-estrada em detrimento do Itinerário Principal 4 (IP4).

Balanço positivo

Utentes, empresários e autarcas fizeram à agência Lusa um “balanço muito positivo” da nova infra-estrutura.

“Já não passa pela cabeça de ninguém passar pelo IP4 nesta altura”, sublinhou o presidente da Associação Empresarial de Vila Real – Nervir, Luís Tão.

O responsável disse ainda que da parte dos empresários, que no início ainda faziam contas ao que iriam pagar em portagens, agora a maioria opta pela nova infra-estrutura até porque, frisou, a “segurança é também um factor muito importante”.

Luís Tão considerou o túnel “como mais um factor de atractividade para Vila Real”. A mesma certeza tem o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos.

“O Túnel do Marão ajudou a tornar Vila Real numa cidade mais atractiva também em termos económicos. É isso que sentimos. É essa a nossa pereçam”, sustentou o autarca, que considerou que este é precisamente o concelho “que mais beneficia” com a via.

“Ficamos a pouco mais de 50 minutos do aeroporto e uma hora do porto de Leixões e verificamos que há um conjunto de empresas que olham para nós por um outro prisma, uma outra perspectiva mostrando, até algumas uma intenção de investir no concelho de Vila Real”, afirmou Rui Santos.

O autarca contabilizou os movimentos da derrama e do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e disse que, comparado com o ano anterior, se verificaram “acréscimos muito significativos na arrecadação deste tipo de impostos”.

O que, na sua opinião, “significa que há movimento económico, que há vida económica e que essa vida económica tem vindo a crescer e esse movimento tem vindo a crescer”.

“Os investimentos não têm uma relação directa com o Túnel do Marão mas acho que quando as coincidências são muitas é porque não são coincidências nem são acasos”, concluiu.

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