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Call centers. O sector que tem contratos de um dia já emprega quase 100 mil pessoas

31 out, 2016 - 13:03

Valor duplicou em dois anos. Patrões negam que os abusos sejam a norma do sector. Esquerda prepara medidas antiprecariedade.

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Os “call centers” empregam entre 80 mil e 100 mil pessoas em Portugal e a previsão é que esse número continue a crescer. Os dados da Associação Portuguesa dos Contact Centers (APCC) são avançados esta segunda-feira pelo “Jornal de Notícias” (JN).

Estes números representam o dobro dos valores avançados em Outubro de 2014 pela APCC à Renascença. Nessa altura, a associação estimava que o sector empregasse entre 40 mil a 50 mil pessoas.

O JN descreve várias situações de abuso no sector, que vão de sucessivos contratos a prazo (quinzenais, diários ou a termo incerto), assédio moral, necessidade de autorização para fazer uma pausa ou ir à casa de banho.

Denúncias como estas não são novas. Em Outubro de 2014, a Renascença traçou um retrato do “lado negro” dos “call centers”, onde cabia omissão de informação aos clientes, alta pressão para vender, baixos salários, precariedade extrema, chamadas em série, stress e problemas de saúde.

A associação nega que situações como esta sejam a norma do sector. “É profundamente injusto que o sector seja julgado pelas excepções”, afirmou ao JN o secretário-geral da APCC, Jorge Pires.

O grupo de trabalho de combate à precariedade, criado no âmbito da maioria parlamentar de esquerda que apoia o Governo, está a trabalhar na melhoria das condições destes trabalhadores, nomeadamente no que toca aos abusos de contratos a prazo, alguns deles de um só dia.

Ao “Jornal de Notícias”, Isabel Pires, deputada do Bloco de Esquerda e ex-trabalhadora de “call center”, afirmou que trabalhou três meses com sucessivos contratos semanais.

Comentários
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  • Valquiria
    02 nov, 2016 Brasil 07:36
    Olha só vale refeição 7,00 temis comer .será que um político compra marmitex com isso..salário 890,00 mais os descontos...não dá p viver comer em 20 minutos? E uma escravidão ..vivemos na merda..e q essa classe e burra e se julgam espertos..nunca fizeram greve mesmo p melhoria..aceitam qualquer esmola..alguém tem q olhar ..
  • Fausto
    01 nov, 2016 Lisboa 19:01
    Portugueses não se exaltem...mais vale ter um trabalho de um dia do que não ter nenhum...lembrem-se temos que pagar a dívida...
  • Soldier
    31 out, 2016 Carrazeda zedes 21:04
    Deve ser a vitória cabecinha da Marktest a barrar os comentários pois não quer que se fale da exploração que se faz nos call centers.
  • António mala
    31 out, 2016 Lisboa 17:36
    http://economiafinancas.com/2013/call-centers-no-pior-interesse-dos-clientes-o-caso-da-ptmeo/?fb_source=pubv1
  • Carlos Monteiro
    31 out, 2016 Lisboa 16:11
    Investiguem o que se passa nos call-center das seguradoras... Ordenados, horários/turnos, condições de trabalho, intervalos, exigências...
  • O Comuna
    31 out, 2016 Lisboa 16:07
    O PCP apresentou no passado várias medidas para acabar com este tipo de escravatura do Sec. XXI. Os Portugueses têm medo de votar à esquerda e assim continua a ser enganada pela Direita
  • Jurgen Baisse
    31 out, 2016 Lisboa 16:05
    Call centers são o emprego do futuro em Portugal. Quando falarem dos políticos, sejam exigentes com os vossos governantes. Começa convosco.
  • zei
    31 out, 2016 altura 15:59
    É VERGONHOSO.....
  • ze
    31 out, 2016 lisboa 15:58
    É só passar no edificio na NOS e vão ver pessoal a trabalhar noite dentro.... sem a renumeração que é devida!
  • antonio
    31 out, 2016 Lisboa 15:31
    ja viram se os nossos políticos tivessem contratos de 1 dia? ou se tivessem de trabalhar?!!!!!!