A+ / A-

Já não há migrantes na "Selva" de Calais

26 out, 2016 - 14:05

A operação de retirada dos habitantes do campo chegaram ao fim ao início desta tarde, segundo fontes francesas citadas pela BBC. Registaram-se alguns incidentes, mas não há vítimas a lamentar.
A+ / A-
Adeus à "Selva". Migrantes retirados de Calais
Adeus à "Selva". Migrantes retirados de Calais

A Selva de Calais já não tem qualquer residente. A operação de retirada dos migrantes que habitavam aquele campo, nas proximidades do túnel do Canal da Mancha que liga França ao Reino Unido, começou na segunda-feira e chegou ao fim pouco depois das 13h00 desta quarta-feira, segundo fontes das autoridades francesas, citadas pela BBC.

O Governo francês tinha-se comprometido a retirar todas as pessoas que viviam no campo e realojá-las em centros de acolhimento noutros pontos do país, mas muitos migrantes contestaram a decisão, criando incidentes como incêndios que não fizeram qualquer ferido grave.

Fabienne Bucio, presidente da Câmara de Calais, fala de um momento importante. “O fim da selva é um momento muito importante. Muitas coisas aconteceram. Aquilo que aqui se passou neste campo de refugiados é uma incrível experiencia humana vivida por diversas comunidades.”

“Mas”, continua Bucio, “estamos a virar a página, uma página positiva. Porque estas pessoas saem daqui para serem acolhidas, para começarem uma nova vida aqui em França.”

“A nossa missão está cumprida. Visitámos o campo esta manhã e verificámos que não havia mais migrantes. Já processámos mais de cinco mil pedidos de asilo através dos centros de registo, e vamos continuar a processar esses pedidos até à noite.”

“Enquanto houver migrantes eles serão levados. Quando o trabalho estiver terminado, vamos encerrar este campo de refugiados”, acrescentou.

Outros mostraram estar felizes por poder ir para centros com melhores condições, mesmo que isso implique ficar mais longe do Reino Unido.

Os migrantes têm-se concentrado em Calais ao longo dos últimos anos na esperança de poder passar a fronteira clandestinamente e entrar no Reino Unido, mas Londres não os aceita e, com o aumento das medidas de segurança dos ambos os lados da fronteira, a maioria dos homens, mulheres e crianças acabou por ficar do lado francês, mas sem qualquer vontade de ficar a viver em França.

Alguns menores de idade foram enviados para outro estabelecimento em Calais, uma vez que há a possibilidade de o Reino Unido receber alguns deles.


legislativas 2019 promosite
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Judite Gonçalves
    26 out, 2016 Barreiro 16:21
    O Reino Unido age com “inteligência” e alguma esperteza, não sei se saloia se não. Hipoteticamente aceita receber os imigrantes, refugiados ou seja lá o que lhe chamam, mas faz uma escolha e essa escolha recai nos mais jovens, crianças. Estes ainda estão a tempo de receber educação, de ser moldados, terão mais facilidade em se adaptar e receber a cultura, a educação que lhes é dada. Talvez se possam tornar verdadeiros cidadãos britânicos. Além disso com a chegada desta juventude, a população do Reino Unido fica mais jovem, tornando o país menos envelhecido, como é característica da europa.