O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

Marcelo pede contenção nos salários do banco público

19 out, 2016 - 20:08

Chefe de Estado comenta assim a polémica dos novos ordenados na Caixa Geral de Depósitos.
A+ / A-

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que "não é possível nem desejável" pagar aos administradores de um banco com fundos públicos o mesmo valor que aos administradores de um banco privado.

"Se há fundos públicos, não é possível nem desejável pagar o que se pagaria se fosse um banco privado sem fundos públicos", disse o chefe de Estado aos jornalistas em Braga.

Marcelo Rebelo de Sousa remeteu para a posição que assumiu em Junho, quando promulgou um diploma sobre o estatuto do gestor público.

O Presidente disse que antes da promulgação já havia a prática de gestores públicos poderem ter vencimentos acima do primeiro-ministro, mas sublinhou que, na altura, chamou a atenção para o facto de o Governo dever "estar muito atento" ao valor que fosse fixado e obrigar a que esses valores fossem acompanhados de resultados.

"Devia atender ao resultado da gestão, para não ficar a sensação de que havia valores muito elevados não acompanhados de resultados positivos", acrescentou.

Disse ainda que, aquando da promulgação, também lembrava que bancos privados tinham cortado os vencimentos dos administradores até 50%, quando receberam dinheiros públicos.

"Num banco onde há dinheiro público, tem de haver esse tipo de prática que houve nos bancos privados. (...) É essa a minha posição de princípio, não mudo de ideia", rematou.

O novo presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai ganhar 423 mil euros anuais e os vogais executivos vão auferir 337 mil euros por ano, disse terça-feira o ministro das Finanças no Parlamento.

Em resposta a uma questão do deputado social-democrata Duarte Pacheco sobre quais os salários auferidos pelo novo Conselho de Administração do banco público, Mário Centeno disse que o presidente do Conselho de Administração vai ganhar 423 mil euros anuais, que os vogais executivos vão auferir 337 mil euros por ano e que os vogais não executivos vão ganhar 49 mil euros anuais.

O governante explicou que "a política remuneratória dos administradores da Caixa corresponde à mediana no sector em Portugal", uma métrica que, segundo o ministro, não influencia o mercado "nem no sentido de o inflacionar nem no de [estes salários] estarem fora do mercado".

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • PENSADOR
    20 out, 2016 BARCELOS 14:25
    PALAVRAS PARA QUE^? VAMOS AOS ATOS E DEPRESSA,SAO TODOS IGUAIS.
  • Duarte Marques
    20 out, 2016 Lisboa 14:06
    O monhé está- a desmascarar-se, ele pensa que está na terra dele, India. Mas, O be e pcp, apesar de dizerem o contrário, também o apoiam. Tentam iludir os Portugueses, será que alguém de bom senso acredita numa palavra que a geringonça prenuncia.
  • silva
    20 out, 2016 coimbra 11:57
    Continua o mesmo regabofe, os políticos não aprendem nada , apenas preparam o terreno para si próprios. Quer para quem paga quer para quem recebe, não há qualquer dignidade, nem respeito pelo cidadão. Há muito quem faça a gestão da caixa por muito menos, basta ser uma pessoa séria, honesta, conhecedora do meio e ser português. O Sr. Presidente da Republica devia por fim a estes portugueses de primeira classe...Que vão trabalhar para fora como mercenários que são!!!!
  • Zé Brasileiro
    20 out, 2016 Braga 08:11
    Ter uma boa cunha e ir trabalhar para a caixa é o grande sonho de qualquer português . Dinheiro não falta . O trabalho não cansa . Pode-se fazer borrada de meia noite que nunca se será despedido ou se se for esse indemnizado que se fica bem para o resto da vida . E o patego a pagar para tudo isto ...
  • Dias
    20 out, 2016 lx 00:59
    Mas que raio de garantia tem o governo para apostar desta maneira num gestor privado, será que ele tem alguma solução milagrosa para a CGD ? Será que na administração pública não há ninguém capaz de fazer o mesmo que ele faz ? Será que ninguém tem vergonha de pagar com o dinheiro público um vencimento destes a um funcionário, quando a maioria do povo Português ganha por mês menos do que este snr vai ganhar por dia ? Será que os políticos perderam toda a vergonha e respeito por quem os elege ? E será que este snr não tem vergonha de aceitar um emprego pública com este vencimento?
  • rosinda
    19 out, 2016 palmela 21:43
    so assim podera haver alguma democracia!
  • rosinda
    19 out, 2016 palmela 21:39
    o novo presidente da administraçao da caixa em vez se comer bifes do lombo coma da vazia!
  • Pinto
    19 out, 2016 Custoias 21:12
    Vivemos na era das desigualdades salariais e sociais.
  • joana
    19 out, 2016 lisboa 20:47
    alguem devia impedir o governo de fazer o que bem lhe apetece num pais falido num banco falido num pais onde ha fome com pode estes gatunos ganhar tanto dinheiro depois queixam se de terorrismo por vezes e bem preciso terrorrismo para acabar com esta gatunagem se nem o presidente pode travar isto vamos la juventude as armas enquanto e tempo basta de xulagem basta basta