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Governo congratula-se com eleição de Moreira da Silva para a OCDE

19 out, 2016 - 16:10

“É a primeira vez que um nacional português ocupa um lugar de relevo nesta estrutura do secretariado da OCDE”, destaca o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros congratulou-se, esta quarta-feira, com a eleição de Jorge Moreira da Silva como director da Cooperação para o Desenvolvimento da OCDE, que classificou como um “justo reconhecimento de um relevante percurso profissional” nestas áreas.

O vice-presidente do PSD e ex-ministro do Ambiente Jorge Moreira da Silva disse que procurará honrar Portugal nas funções que irá assumir como director da Cooperação para o Desenvolvimento da OCDE, sublinhando que prosseguirá o propósito de servir o interesse público, cargo que assumirá a 1 de Novembro.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros congratula-se com a eleição do Eng. Jorge Moreira da Silva para o cargo de Director da Cooperação para o Desenvolvimento da OCDE, uma posição cimeira na Organização e de extrema importância e visibilidade na área da cooperação internacional para o desenvolvimento”, refere o comunicado do ministério liderado por Augusto Santos Silva.

Segundo a mesma nota, a escolha Jorge Moreira da Silva “é o justo reconhecimento de um relevante percurso profissional em assuntos relacionados com o desenvolvimento e o ambiente, bem como do seu inegável mérito e capacidades pessoais”.

“É a primeira vez que um nacional português ocupa um lugar de relevo nesta estrutura do secretariado da OCDE”, destaca ainda.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros evidencia também que a “Direcção de Cooperação para o Desenvolvimento é fundamental no apoio ao trabalho do Comité de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD-OCDE), avaliando as políticas e promovendo a adopção das que se configuram mais eficazes na execução dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”.

“Assumindo também um papel determinante na recolha e análise de dados estatísticos sobre o financiamento do desenvolvimento, o CAD tem sido essencial para forjar os principais compromissos internacionais em matéria de desenvolvimento, trabalhando estreitamente com as Nações Unidas, o Banco Mundial, o FMI e os principais doadores mundiais”, refere.

Sublinhando estar "muito satisfeito com esta decisão da OCDE e com a possibilidade de voltar a participar activamente, a nível internacional, nas políticas de desenvolvimento e cooperação, protecção ambiental e combate à pobreza", Jorge Moreira da Silva refere que, dada a incompatibilidade de funções, resignará às funções de deputado e de vice-presidente do PSD a 31 de Outubro.

"Sinto-me muito honrado por ter colaborado de forma muito próxima, tanto no PSD como no Governo, no projecto liderado por Pedro Passos Coelho, por quem tenho uma grande admiração e em quem deposito as minhas maiores esperanças", sublinha o antigo ministro do Ambiente no Governo de maioria PSD/CDS-PP liderado pelo atual presidente social-democrata.

No comunicado, Moreira da Silva refere ainda que foi escolhido na sequência de um concurso a que se candidatou a nível pessoal no início de 2016 e que envolveu cerca de 200 candidatos.

Nas novas funções, Moreira da Silva liderará o departamento de Cooperação para o Desenvolvimento, num mandato de três anos, renovável.

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  • Fernanda Carneiro
    22 out, 2016 Lisboa 11:59
    Já agora quantos bons desta geringonça foram para bons lugares? Nenhum. Aqui está a matriz deste poder.MAU - Já agora não venham com Guterres porque este deu logo o fora para se demarcar dos tristes do seu partido e mostrar longe, como todo o emigrante que é capaz faz, e logo foi reconhecido.Se tem ficado os atrasados tinham -no arrumado numa prateleira e ele que é inteligente ,com cultura e capacidades acima dos que o rodeavam foi-se e hoje é o que é.Parabéns Guterres por provares cá a lá que pensas és inteligente e culto,capaz de venceres os melhores desse mundo global da politica.Mas és também bom porque adoptaste a tua missão de cristão católico e nunca a negas-te .Os outros dizem que fogem da cruz,mas eu penso que é a cruz que foge deles.Dos incapazes todos devemos fugir,porque são a causa de muitos males . Um que impera muito na mente dessa gente é a prepotência e perseguição .Razão porque muita gente se acobarda com medo de represálias.Mas uma sociedade assim,jamais será uma sociedade capaz e de ser das melhores,por isso só alguns são reconhecidos.Aqueles que batem o pé e não se aliam a gente sem qualidade.
  • Manuela Ferreira
    21 out, 2016 Mangualde 22:39
    Vou responder ao comentário anterior.Porque em sociedades organizadas os Portugueses são bons.Cá a nossa organização ao mais alto nível é muito baixo, por isso a desorganização é a nossa melhor referência e por isso estamos onde estamos.Mas fora os nossos compatriotas são vistos como homens de trabalho e responsáveis e por isso em qualquer parte do mundo lhes dão valor.Cá a sociedade tem que ser desorganizada e quanto mais estúpida melhor, só assim temos tido os governantes que temos.Quando os Portugueses abrirem os olhos e escolherem os bons profissionalmente ,com conhecimentos acima da média e sobretudo homens de carácter e que saibam saber partilhar e respeitar quem está a seu lado e saber dialogar e dar-lhes as ferramentas que necessitam,seremos como os outros Países organizados ou melhores.Mas primeiro temos que ter a capacidade de não embarcar em contos de fada e eleger os melhores e aí ,seremos bons e melhores que os outros.Agora com"rafeiros" a dirigir os destinos desta Pátria,seremos sempre cá, os pequeninos e os esbirro da Europa.Lutemos e vamos ser os melhores.Não um, dois ou três, mas todos.
  • João
    19 out, 2016 Lisboa 16:55
    De que infortúnio sofrerá Portugal . São todos tão bons a desempenhar cargos internacionais mas a desempenhá-los cá dentro não se nota nada. Porque será ?
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