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As dez regras para ser feliz até aos 100 anos, segundo os japoneses

04 out, 2016 - 12:18

O que dá sentido à vida? Dois espanhóis foram à aldeia japonesa que lidera o índice de longevidade do mundo e encontraram 10 regras para a felicidade. Escreveram "Ikigai - Viva Bem Até aos Cem".

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Os espanhóis Héctor García e Francesc Miralles foram até à aldeia com maior índice de longevidade do mundo, Ogimi, no arquipélago de Okinawa, no Japão. Da viagem e da investigação nasceu um livro, “Ikigai - Viva Bem Até aos Cem”, editado em Portugal pela Albatroz.

Ao conviverem com as pessoas mais velhas do planeta, conheceram os segredos mais bem guardados para se ter uma vida longa, saudável e feliz, que se podem resumir num conceito: o ikigai. O quê? É um conceito japonês que poderia traduzir-se por “a felicidade de estar sempre ocupado”.

As dez leis extraídas da sabedoria dos anciãos de Ogimi:

1. Mantenha-se sempre activo, nunca se reforme

“Quem abandona as coisas que ama e sabe fazer perde o sentido da vida”, escrevem os autores. O fim da vida laboral “oficial” não deve travar-nos de “fazer coisas que tenham valor”, “dando forma ao nosso pequeno mundo”.

2. Faça-o com calma

A pressa é “inversamente proporcional à qualidade de vida”. “Quando deixamos para trás as urgências, o tempo e a vida ganham um novo significado”, escrevem García e Miralles.

3. Não coma até ficar cheio

Todos o dizemos, quantos cumprimos? “Para preservarmos a nossa saúde por mais tempo devemos comer um pouco menos do que a fome que temos, em vez de nos empanturrarmos.”

4. Rodeie-se de bons amigos

São o “melhor remédio para esquecermos as preocupações”, para “contar e ouvir histórias que nos façam sorrir, para pedir conselhos, para nos divertirmos, para compartilhar e sonhar… Em suma, para viver”.

5. Fique em forma para o seu próximo aniversário

O exercício “segrega as hormonas da felicidade” e o corpo precisa de “manutenção diária” para que dure muitos anos. García e Miralles recorrem a uma imagem: “A água move-se, flui fresca e não pára de correr.”

6. Sorria

“É bom aperceber-se das coisas que estão mal, mas não se esqueça do privilégio que é estar aqui e agora.” Afinal, argumentam, o mundo está “cheio de possibilidades”.

7. Contacte com a natureza

“Fomos feitos para nos fundirmos com a natureza”, garantem os dois autores. Mesmo o mais empedernido dos citadinos, precisa de “voltar a ela regularmente” para recarregar as “baterias da alma”.

8. Agradeça

“Dedique um momento do dia para agradecer e a sua felicidade aumentará”. A quem? Aos antepassados, à natureza, aos companheiros, “a tudo o que ilumina o seu dia e fá-lo sentir-se feliz por estar vivo”.

9. Viva o momento

“Tudo o que tem é o dia de hoje”, lembram García e Miralles. Por isso, “pare de se lamentar pelo passado e de temer o futuro”.

10. Siga o seu ikigai

“Dentro de si há uma paixão, um talento único que dá sentido aos seus dias e incentiva-o a dar o melhor de si mesmo até ao fim”. Se ainda não o encontrou, “a sua próxima missão será encontrá-lo”.

Comentários
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  • Setsuko Nakazato
    08 jan, 2017 São Paulo -Brasil 11:15
    Muito obrigada, pela orientação e informações muito valiosas, "Ikigai" com a graça de Deus Pai,o encontrei, sou por acaso minha origem e de Ogimi (Okinawa) mais uma vez gratidão eterna.
  • Ivo Pestana
    05 dez, 2016 funchal 12:25
    Concordo com tudo, mas falta Deus. No ocidente vive-se estupidamente. Pressas para nada. Sou militar e muitas vezes são pressões fúteis...
  • 06 out, 2016 03:46
    esta conversa toda é no japão. No portugal cinzentão onde a vampiragem que não pára de aumentar nos suga o sangue é uma miragem!? A nossa felicidade passa por termos políticos que
  • joa
    04 out, 2016 Lisboa 14:25
    Uma das regras é não (sobre)viver em portugal, desgraçado e desgovernado pela máfia politiqueira, todos ricos e cheios de privilégios! Em caso de doença é uma desgraça quase criminosa com o péssimo "serviço nacional de saúde" que acaba por empurrar os doentes e familiares para os péssimos hospitais privados que só querem é faturar, lusíadas, cufs. etc. onde uma diária pode chegar facilmente ao valor do ordenado mínimo, ou seja 560 euros ao dia e se não for mais, mas ninguém muda a desgraça, biliões que davam para 60 hospitais principais novos fora para submarinos mafiosos, mas ninguém foi responsabilizado!