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Número de vítimas do naufrágio no Egipto sobe para 162

23 set, 2016 - 20:54

As operações de socorro já permitiram resgatar 163 pessoas, mas ainda não terminaram.
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Mais corpos foram recuperados esta sexta-feira ao largo do Egipto, elevando para, pelo menos, 162 mortos o balanço no naufrágio de uma embarcação ocorrido há dois dias que transportava centenas de migrantes.

Os sobreviventes afirmam que cerca de 450 pessoas se encontravam a bordo do barco de pesca que partiu do Egipto em direcção a Itália, que naufragou quarta-feira no Mediterrâneo ao largo da cidade egípcia de Rosetta, norte do país.

"O balanço do naufrágio ao largo de Rosetta subiu para 162", indicou em comunicado o Ministério egípcio da Saúde.

As autoridades indicaram que as buscas se concentram agora no porão do barco, onde segundo testemunhas pelo menos se encontravam 100 pessoas no momento do naufrágio.

As operações de socorro permitiram resgatar 163 pessoas, precisou o exército egípcio.

A maioria dos sobreviventes são de nacionalidade egípcia, mas segundo a Organização Mundial para as Migrações (OIM) também se incluem sudaneses, eritreus, um sírio e um etíope.

De acordo com as autoridades egípcias foram detidos quatro egípcios, suspeitos de "tráfico de seres humanos" e "homicídio involuntário".

Os traficantes utilizam com frequência embarcações em muito mau estado que ficam sobrelotadas para obterem o máximo de dinheiro pago pelos migrantes, que desesperadamente procuram passagem para a Europa.

De acordo com a ONU, mais de 10 mil pessoas morreram desde 2014 quando tentavam atravessar o Mediterrâneo em direcção à Europa.

"O Egipto está a tornar-se num país de partida", tinha já referido em Junho o director executivo da Frontex, Fabrice Leggeri, numa entrevista a jornais regionais alemães.

"Este ano, [até meados de Setembro], 1.000 embarcações vindas Egipto chegaram a Itália", disse.

De acordo com os dados mais recentes do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), mais de 300 mil migrantes atravessaram o Mediterrâneo para chegar à Europa em 2016, contra 520 mil nos primeiros nove meses de 2015.

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