O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

Gabão. Tribunal Constitucional decide futuro político do país esta sexta-feira

23 set, 2016 - 14:39

Ali Bongo Ondimba ganhou as eleições presidenciais, no mês passado, para um mandato de sete anos. Cabe agora ao Tribunal Constitucional do país decidir se a vitória é legítima.
A+ / A-

O Tribunal Constitucional do Gabão toma, esta sexta-feira, posição sobre o resultado das eleições presidenciais, realizadas a 27 de Agosto.

O Presidente Ali Bongo foi, aparentemente, reeleito, com 49,80% dos votos, um desfecho que afastou Jean Ping. O candidato democrata ficou com uma diferença de 5.594 votos e contestado a contagem.

Ping acusa Bongo de ter ganho de forma fraudulenta, mas a decisão definitiva ficou nas mãos do Tribunal Constitucional do país, que decide esta sexta-feira o futuro político do país.

A polémica reeleição de Ali Bongo Ondimba continua a alimentar protestos. Pelo menos seis pessoas morreram em confrontos desde de que o resultado da votação foi oficializado pela Comissão Eleitoral Nacional, avançou a Reuters.

Os apoiantes de Ping falam em 50 mortes. Jean Ping, que se tinha autoproclamado presidente do Gabão antes de serem conhecidos os resultados oficiais, apresentou no Tribunal Constitucional um recurso para a uma nova leitura às urnas.

“Se os gabonenses não se reconhecerem na decisão do Tribunal Constitucional, estarei do lado deles, do lado do povo, para pedir que o artigo 9 da Constituição seja respeitado”, afirmou o adversário da oposição que obteve 48,23% dos votos. Bongo confessou não ter nada a temer no que respeita à nova leitura dos votos. “Já dei provas de que sou um democrata e sou a favor do Tribunal Constitucional assumir o caso para que possa confirmar a minha eleição. É disso que estou à espera”, declarou o líder do Partido Democrata Gabonense.

Apesar de ter apresentado o recurso para a recontagem, Jean Ping confessou que não confia totalmente no Tribunal, devido ao poder da família Bongo, que se encontra no poder desde 1967. O Tribunal Contitucional é "como uma torre de piza que cai sempre para o mesmo lado". "O povo gabonense está a viver um dos dias mais longos da sua história", afirmou o correspondente da France24 Marcel Amoko.

O Papa Francisco e os bispos católicos do Gabão convidaram, no início desde mês, "todas as partes a recusar qualquer violência e a ter sempre como objetivo o bem comum". O líder da Igreja Católica pediu que "todos, em particular os católicos, a serem construtores da paz no respeito pela legalidade, no diálogo e na fratenidade."

Os protestos mais violentos continuam a incidir na capital Libreville, onde se verifica uma intensa presença de polícias e soldados nas ruas. Os militares usaram gás lacrimogéneo e granadas contra os manifestantes.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.