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Ministro confiante. Dados do INE dão garantias de que é possível cumprir défice para 2016

23 set, 2016 - 11:45

Mário Centeno reagiu aos números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. INE revelou que, no primeiro semestre de 2016, o défice fixou-se nos 2,8%.
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O ministro das Finanças defendeu esta sexta-feira que a execução orçamental de 2016 está "no bom caminho", havendo uma "redução muito significativa" do défice face ao ano anterior, o que constitui um factor de credibilidade da economia portuguesa.

Mário Centeno falava aos jornalistas na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, após o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter estimado que no primeiro semestre deste ano o défice das administrações públicas foi de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) - uma diminuição face aos 4,6% registados no período homólogo.

"Apesar de o exercício orçamental de 2016 ser de grande exigência, assiste-se a uma redução muito significativa do défice face ao ano anterior. Os mais recentes dados indicam que a implementação do Orçamento do Estado para 2016 está no bom caminho", declarou o titular da pasta das Finanças.

Numa reação aos mais recentes dados divulgados pelo INE sobre o primeiro semestre deste ano, Mário Centeno indicou que Portugal registou no segundo trimestre de 2016 um défice de 2,5%, sendo que no conjunto dos primeiros seis meses do ano o défice foi de 2,8%.

"Este valor representa uma redução de 1,8 pontos percentuais comparado com o valor de 4,6% do primeiro semestre de 2015. Esta redução é superior ao dobro da diminuição prevista em termos de défice para o conjunto do ano em 2016", salientou Mário Centeno.

Perante os jornalistas, o ministro das Finanças referiu que o Orçamento do Estado para 2016, "sendo um exercício de grande exigência, está a decorrer com sucesso".

"A melhoria do défice em 2016 é de 1.542 milhões de euros - mais uma vez uma melhoria superior àquela que está prevista para o conjunto do ano, que era de cerca de 1.300 milhões de euros. Estamos portanto perante um factor de confiança na economia portuguesa. A meta orçamental deverá ser atingida sem colocar em causa a coesão social e num contexto de reforço da credibilidade das contas públicas", defendeu ainda Mário Centeno.

Na sua declaração inicial, o ministro das Finanças sublinhou igualmente outro factor que considerou relevante em termos de credibilidade externa das finanças públicas nacionais.

De acordo com Mário Centeno, o défice deste ano regista melhorias em contabilidade nacional (na ótica de Bruxelas) "bastante superiores" ao défice que é reportado mensalmente em contabilidade pública.

"Uma tendência que irá reforçar-se no decorrer do ano. O Governo prevê atingir as suas metas com base nesta execução", acrescentou.

Comentários
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  • Emilia Silva
    25 set, 2016 Fundão 15:52
    Caro centeno, indiferente ao teu ar patético como apareces nos bastidores da união europeia,vou te dar uma ajuda num raciocínio que me parece ser visível, para quem tem olho. Sabe doutor neste semestre faliram milhares de empresas e só surgiram meia duzias delas daquelas que são um escritório,um computador(que pode ser o patrão a operar nele) e um telefone.No meu tempo uma empresa chegava a ter milhares de empregados.Agora com as star tups (não sei se é assim que se escreve) que vocês enchem a boca o emprego de uma empresa reduz-se a um posto de trabalho.Mas o que me preocupa é a situação da banca que o mal parado serve na engenharia financeira para esses bancos pedirem sobre esse mal parado ,muitos com hipotécas de bens que hoje valem um décimo do valor emprestado,ao BCE dinheirinho fresco a contar(com o ovo no cu da galinha)se um dia este diz que não, o País cai como um baralho de cartas.E tudo indica que pode acontecer.Deus queira que não.Então íamos ver empresas sonantes a caís com atrás disse. E sabe porque isso vai acontecer,porque vocês querem o poder a todo o custo e então vão nos chavões do Bloco e PCP e eles o que querem é a ruína do País, porque é nessa situação que eles podem navegar.Por isso sr centeno deixe esse ar patético e corte onde quiser, mas valorize quem empreende,cria postos de trabalho a sério e faz os possíveis para este País não naufragar.
  • VICTOR MARQUES
    24 set, 2016 Matosinhos 11:28
    Pinóquio!!!...
  • José Pereira
    23 set, 2016 Costa de Caparica 21:45
    A agência de notação DBRS elogiou hoje a execução orçamental, afirmando não ver quaisquer motivos para preocupação com a situação portuguesa e salientando não observar tensões políticas de maior na maioria parlamentar que apoia o governo. Adriana Alvarado, principal analista da DBRS para Portugal, afirmou em declarações à Agência Reuters que apesar das “metas orçamentais para este ano serem demasiado ambiciosas”, a verdade é que “a execução orçamental parece seguir em linha com o esperado”. A DBRS não tem assim “qualquer razão para grande preocupação”, reconhece a analista. Antecipando que o governo conseguirá este ano reduzir o défice para um valor inferior a 3%, a analista afirma que a futura decisão da DBRS terá “em consideração vários factores, incluindo a predisposição do Governo e a capacidade de seguir uma política orçamental prudente”.
  • Maria
    23 set, 2016 Porto 15:18
    É só aumentar mais um poucochinho os impostos e chegamos lá!
  • antonio
    23 set, 2016 portugal 14:41
    Problema maior que o défice, e se este é 2,5 ou 2,7, é o aumento constante da dívida pública. Pensem nos mais novos que vão herdar uma dívida brutal. Governo de faz de conta.
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  • Filipe
    23 set, 2016 Avis 12:44
    Olha a PAF a esgotar o stock de Rennie...
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