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Como combater a “agonia” da falta de médicos? Boticas dá subsídio

23 set, 2016 - 09:36 • Olímpia Mairos

Autarquia concede 350 euros por mês aos profissionais que se queiram fixar no concelho. A medida entra em vigor em Outubro.
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A autarquia de Boticas vai dar um subsídio de 350 euros mensais aos médicos que pretendam preencher as vagas disponíveis no Centro de Saúde de Boticas e se queiram fixar no concelho.

“Damos um incentivo à fixação dos médicos para os cativar, porque não é muito apelativo, neste momento, estes profissionais virem para o interior”, justifica o presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, defendendo que “os municípios também têm que dar um sinal de que estão atentos e a tentar para ajudar a população”.

O autarca social-democrata lembra que o concelho viveu “dois anos de alguma agonia com a falta de médicos porque, fruto do extracto da população - maioritariamente de idade avançada e mais susceptível a doenças - havia gente que estava um ano sem conseguir uma consulta, porque não havia recursos humanos para isso”.

A medida vai implicar “algum esforço financeiro”, mas Fernando Queiroga assume que a prioridade da autarquia que lidera é a “questão social”.

“Empenhamos parte do orçamento nas funções sociais”, afirma o autarca, admitindo que “ficam por fazer outras obras, porque o dinheiro não estica, apesar de termos uma saúde financeira muito boa”.

O autarca considera que a medida vai beneficiar a população em termos de segurança, estabilidade e conforto e entende que “este dinheiro [para atrair profissionais de saúde] não é mal gasto, porque o retorno é o contentamento da nossa população e o sinal que damos é que a Câmara está atenta e ao lado dos seus munícipes”.

A medida, com efeitos a partir de 1 de Outubro, tem um prazo de um ano.

Para além da comparticipação financeira aos médicos que se queiram fixar no concelho, a autarquia está “a tentar que profissionais do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro se desloquem ao centro de saúde local para a realização de consultas de psiquiatria e de pediatria, de 15 em 15 dias ou uma vez por mês mediante a necessidade”.

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