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Ministério Público investiga morte de funcionário do aeroporto de Lisboa

23 set, 2016 - 06:39

João Moura morreu no sábado. Sindicato diz que não foi assistido a tempo, em parte, devido à inexistência de um desfibrilhador na alfândega e ao INEM ter e tirar ‘ticket’ de entrada e pagá-lo à saída.
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O Ministério Público abriu um inquérito à morte de um funcionário do aeroporto de Lisboa que, segundo o sindicato de trabalhadores da Inspecção Tributária, não foi assistido a tempo devido, em parte, à inexistência de um desfibrilhador na alfândega.

“Confirma-se a existência de um inquérito a correr termos no DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) de Lisboa”, disse à agência Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República.

O funcionário João Moura morreu no sábado, depois de se ter sentido mal, tendo sido encontrado inanimado. A APIT – Associação Sindical dos Profissionais da Inspecção Tributária e Aduaneira considera que a assistência foi demorada, em parte devido à inexistência de equipamento de emergência médica na alfândega do aeroporto.

“Não se entende que, num local onde estão centenas de trabalhadores de vários organismos, não exista aquilo que são os equipamentos de sobrevivência, de emergência médica, como é um desfibrilhador, e que deveria existir obrigatoriamente ali. Existe no lado dos passageiros, mas do lado da carga não”, disse o vice-presidente da APIT.

Segundo António Castela, o socorro prestado a João Moura foi demorado devido a “um conjunto de circunstâncias que se acumularam, desde a ambulância da Cruz Vermelha existente no aeroporto de Lisboa ter sido interditada de passar num caminho de circulação fora de pista, e que obrigou à chamada externa do INEM, que também teve de tirar ‘ticket’ de entrada e pagá-lo à saída com toda a morosidade existente”.

“Calculamos que o colega esteve cerca de meia hora sem cuidados médicos, apesar de ter estado no local um outro colega da Groundforce, que tem curso de primeiros socorros, e de este lhe ter feito tentativas de reanimação”, adiantou.

Falta de equipamento é “gravíssimo”

António Castela considerou “gravíssimo” que não haja equipamento de emergência médica nas instalações, lembrando que se trata de um aeroporto internacional.

O dirigente sindical defendeu que tanto do lado dos passageiros como “do lado de quem trabalha e suporta o aeroporto a funcionar” deveria existir o equipamento, já que por lei é obrigatório.

Segundo o responsável, existem “centenas de pessoas a trabalhar diariamente no local”, que é também de acesso ao público, já que há armazéns, transitários, despachantes, alfândega e companhias de aviação.

O vice-presidente da APIT avançou ainda que a Direcção-Geral das Alfândegas já abriu um inquérito para apurar o que aconteceu no sábado, dia 18 de Setembro.

Segundo o comunicado da APIT, emitido no sábado, é necessário também “analisar o indeferimento por parte da ANA (Vinci), na pessoa do seu supervisor em serviço no dia em causa, do acesso da viatura médica através de arruamentos do aeroporto que permitiriam um acesso mais rápido de cuidados médicos urgentes ao colega em causa”.

A APIT solicitou ainda junto dos serviços médicos de urgência, que intervieram junto da vítima, “informações sobre a sua deslocação até junto do mesmo, as dificuldades encontradas e a informação prestada”.

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  • ODAIR DA SILVA
    23 set, 2016 Praia da vieira 11:55
    Absurdo o valor a vida dos trabalhadores! Puna - se os responsáveis pela administração.
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