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Faltam médicos no Hospital das Forças Armadas

22 set, 2016 - 18:33 • Ana Rodrigues

Quadro de efectivos está a metade. Responsáveis esperam que o hospital esteja a funcionar em pleno daqui a dois ou três anos.
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Anunciado como o centro da reforma da saúde militar, o Hospital das Forças Armadas está a braços com um grave problema de falta de médicos.

É um hospital a meio gás, onde os militares e as suas famílias têm muitas dificuldades para marcar consultas e onde não há valências, como a pediatria, por exemplo, num hospital em obras e a derrapar custos.

O espaço é pequeno já que foram concentradas no antigo Hospital da Força Aérea, as estruturas dos três hospitais dos ramos das Forças Armadas.

Mas o principal problema, segundo a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), nem é esse. A falta de médicos é o verdadeiro drama. António Mota, presidente da AOFA, diz que, com a reestruturação dos hospitais, ficaram poucos e os que estão nos quadros, estão a sair.

Perante todas estas queixas, a Renascença foi ao Hospital das Forças Armadas, que está a funcionar com 50% do pessoal médico que necessita, como admitiu o director clinico e coronel das forças armadas João Jacome de Castro.

“Supostamente temos um quadro de mais de 300 médicos militares e civis no Hospital das Forças Armadas mas infelizmente, e esse é um dos grandes problemas do momento, temos o quadro a 50%. Dos 193 médicos militares do quadro temos 92, dos 121 civis temos 61 a trabalhar connosco”, disse.

Este responsável espera que daqui a dois ou três anos, o Hospital das Forças Armadas esteja a funcionar em pleno para voltar a ser uma referência. Até lá a tutela garante estar a tomar medidas, como é o caso de abertura de concursos para admissão de pessoal.

Depois de muitos anos de debate, o Hospital das Forças Armadas foi anunciado em 2011, com um custo de 16 milhões de euros. Acabou por ser inaugurado em Maio de 2014, prevendo-se obras no valor de 22 milhões de euros - aprovadas pelo anterior Governo - e que ainda não se sabe quando estarão concluídas.

Os militares, segundo a associação de oficiais, estão a financiar os hospitais privados porque o Hospital das Forças Armadas funciona. O presidente da AOFA, António Mota, refere que os militares foram empurrados para hospitais privados, como a Cruz Vermelha, porque não conseguem marcar consulta ou fazer exames médicos no hospital militar.

É a ADM, a assistência na doença aos militares, que, segundo a AOFA, está a financiar os privados, especialmente a Cruz Vermelha com quem o Governo fez um protocolo para dar resposta às necessidades dos militares.

Esta é uma situação incompreensível para o coronel Aranda da Silva. O antigo presidente do INFARMED e director do laboratório militar questiona os reais motivos da forma como foi feita a fusão dos três hospitais militares e põe a hipótese de terem havido pressões imobiliárias.

Comentários
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  • JCS
    22 set, 2016 Fnc 20:03
    O Hospital das F.A. é um filho criado e parido pelo anterior governo psd/cds, agora que se chegou à conclusão que é um nado morto seria da mais elementar justiça chamar os srs. P. Coelho, P. Portas e Aguiar Branco para solucionar o problema. O mal deste País é que quem toma más decisões nunca vem a ser responsabilizado/confrontado e levado a julgamento, se isso alguma vez vier a acontecer então os politicos terão certamente mais cuidado e parcimónia aquando da tomada de decisões.
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