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​Bratislava: O toca a reunir na Europa que evita o que a desune

16 set, 2016 - 23:56

António Vitorino e Pedro Santana Lopes analisam a declaração da cimeira informal de Bratislava e o discurso do Estado da União do presidente da Comissão Europeia. Em cima da mesa, também, a questão Barroso-Juncker-Goldman Sachs.
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Fora da Caixa (16/09/2016)
Fora da Caixa (16/09/2016)

O ex-comissário constata que não há acordo sobre migrações e que a união monetária fica de fora numa altura em que Bruxelas ensaia um maior equilíbrio entre instituições. Santana gostou do tom da cimeira e fala mesmo num "pontapé de saída bem conseguido" no processo de reforma europeia pós-Brexit.

Santana e Vitorino defendem Barroso

O antigo comissário europeu defende que o escrutínio sobre Barroso é discriminatório sobre outros casos semelhantes saídos do executivo comunitário. Já o ex-líder do PSD compreende as críticas, mas não critica Durão Barroso e até elogia o pedido de explicações feito pelo primeiro-ministro António Costa.

António Vitorino considera que a polémica levantada em Bruxelas com a nomeação de Durão Barroso para a presidência europeia da Goldman Sachs prova que não existe uma "mão longa da Goldman Sachs a controlar a Comissão Europeia". O jurista, profundo conhecedor da actualidade europeia, reconhece que a decisão de Barroso daria sempre origem a um "escrutínio muito cerrado" dada a visibilidade de Durão Barroso como ex-presidente da Comissão durante 10 anos e sobretudo a da Goldman Sachs em Bruxelas.

Do que Vitorino não tem dúvidas é que Durão Barroso não é um representante de um lobby. "Não me passa pela cabeça que o Presidente da Apple quando vai a Bruxelas discutir seja visto como um lobista da Apple. Ele é o presidente da Apple, representa a Apple e é recebido como presidente da Apple que defende os interesses da sua empresa. Naturalmente que isso não é um lobista", insiste o antigo comissário europeu, que hoje é advogado e membro de órgãos sociais de diversas empresas.

Já Pedro Santana Lopes acredita que Durão Barroso tem razão em sentir-se discriminado pela decisão de Bruxelas de investigar a sua condição actual, remetendo para a função de lobista. O homem que sucedeu a Barroso no cargo de primeiro-ministro elogia a atitude de António Costa ao pedir explicações por escrito ao presidente da Comissão Europeia. " Acho que faz bem e acho que lhe fica bem, como já tinha ficado bem a atitude do Presidente da República".

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