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Papa critica “trabalho escravo como estilo de gestão” e os que têm no dinheiro a "única divindade”

18 set, 2016 - 11:10 • Redacção com Ecclesia

Na missa que assinalou o 200º aniversário do corpo policial do Vaticano, Francisco agradeceu a honestidade da força. “Faz-me impressão ver como a corrupção se espalhou por todo o lado”.
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Papa agradece e elogia corpo policial do Vaticano
Papa agradece e elogia corpo policial do Vaticano

O Papa agradeceu este domingo à guarda do Vaticano pela sua honestidade e por não cair em tentação.

“A vossa tarefa é evitar que se façam coisas más, como as que fazem os exploradores e os corruptos. A vossa tarefa é defender a honestidade, uma tarefa que tantas vezes é mal paga”, começou por dizer na homilia da missa a que presidiu.

“Eu agradeço -vos o trabalho que fazem. Sei que muitas vezes têm de lutar contra a tentação de muitos que vos querem comprar. Fico orgulhoso em saber que o vosso estilo é dizer ‘não’, que não alinham nisso”, acrescentou.

Francisco aproveitou a ocasião para denunciar a “corrupção” generalizada na sociedade e a exploração laboral que “esmaga” os pobres”.

“Faz-me impressão ver como a corrupção se espalhou por todo o lado”, admitiu, considerando que há três “tipos de pessoas”: “o explorador, o fraudulento e o homem fiel”.

Francisco criticou os “fraudulentos, corruptos” que “ainda hoje” têm a riqueza como “um ídolo” e alertou para os “subornos” e os “acordos que se fazem às escondidas”, numa obsessão pelo dinheiro de quem não se importa de “esmagar os pobres”.

O Papa criticou de seguida os “grandes negócios do trabalho escravo”, afirmando que, “hoje, no mundo, o trabalho escravo é um estilo de gestão”, levada a cabo por aqueles que têm o dinheiro como “única divindade” e agem através “da fraude e da exploração”.

Francisco pediu que a “astúcia” dos cristãos seja diferente, marcada pela “honestidade” e a “simplicidade”, porque só o homem fiel “pode andar de cabeça levantada”.

Durante a missa, o Papa rezou ainda pelas vítimas do terramoto que em Agosto atingiu a região central da Itália, e onde a “Gendarmaria” do Vaticano marcou presença nas operações de socorro.

A Gendarmaria do Vaticano tem como comandante Domenico Giani e é o primeiro corpo dos serviços de segurança e protecção civil do governo do Estado da Cidade do Vaticano.


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  • Assunção Palma
    18 set, 2016 Belas 14:56
    Há uma coisa mto curiosa e certamente tem razão de ser. A guarda do Papa é desde sempre de um único país.... Suiça. Pq será? Mesmo qdo são rendidos, continuam a ser suiços, pelos vistos são os únicos de confiança, incorruptíveis, tem sido assim desde que me entendo por gente e com todos os Papas.
  • Pinto
    18 set, 2016 Matosinhos 14:55
    São os tempos modernos, cheio de vícios e falsidades.
  • Grácio
    18 set, 2016 Loulé 14:43
    LEALDADE SEMPRE! CORRUPÇÃO NUNCA MAIS!