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Mariana Mortágua. “Temos de perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular"

17 set, 2016 - 19:33

Dirigente do Bloco defendeu assim novo imposto sobre o património durante conferência socialista.
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A bloquista Mariana Mortágua diz que é preciso criar políticas de distribuição de rendimentos.

“A primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro”, disse a dirigente do Bloco de Esquerda que discursou na conferência socialista que está a decorrer em Coimbra.

Falando do novo imposto sobre património que está a ser trabalhado com o Governo, Mariana Mortágua diz que para acabar com as desigualdades é preciso mexer no sistema que produz essas desigualdades.

“Quando estamos a apresentar taxas sobre grandes patrimónios ou grandes rendimentos estamos a fazê-lo porque queremos diminuir as desigualdades, mas também porque dizemos que uma sociedade estável não é uma sociedade que permita a acumulação brutal de capital nos 1% do topo. Não temos de ter vergonha de uma política social deste género”, acrescenta.

A deputado do Bloco considera que “cabe ao PS - acho eu com toda a humildade - se quer pensar as desigualdades, pensar também o que pensa do sistema económico hoje em dia, do capitalismo financeirizado e até onde está disposto a ir para tentar encontrar uma alternativa a esse sistema capitalista”.

O PCP também participou no Painel intitulado “As esquerdas e as desigualdades”, onde o o antigo deputado comunista Eugénio Rosa deixou também um repto ao PS para que aumente as pensões mais baixas já no próximo orçamento do Estado.

A conferência socialista vai ser encerrada ainda este sábado pelo primeiro-ministro António Costa.

Comentários
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  • Vera
    24 set, 2016 Palmela 23:13
    Expliquem-me, vós aqui presentes, para ver se eu entendo, a vossa teoria! - Para que é que uma pessoa precisa de uma habitação de 500 mil euros? se o outro de classe média, lhe serve perfeitamente uma de 100 mil euros, ou de 150 mil euros? e depois os outros vivem em casas alugadas por 700 euros/mês, que é mais que o ordenado mínimo! e ainda há os que vivem em casas clandestinas, sujeitos a qualquer momento a ficar sem abrigo! A Mariana Mortágua, está cheia de razão, quando defende estas desigualdades!!! Aqueles que moravam numa barraca em Chelas, foram para casas alugadas, pois alugadas! com menos condições que tinham nas barracas, que não pagavam renda e que tinham terrenos à volta, plantavam, colhiam e comiam... depois passaram a ter uma casa que pagam renda e passam fome! quando lhes deram uma casa para pagarem renda, deviam de lhes ter dado um emprego! assim é que era justo! e uma reforma mais adequada para os mais velhos, que viviam em barracas do outro tempo! e que estas casas pobres, ficaram dos pais,para eles! É uma vergonha um país integrado na UE, ter barracas? concordo com a vergonha! só não concordo em fazerem as coisas sem pensar! se pensassem bem,tinham resolvido como deve de ser,em vez de construírem autoestradas que só deram para aumentar acidentes! um carro que ande devagar numa estrada velha,pode bater,mas o embate é menos perigoso do que andar a 100 Km/hora! este ano morreram 350 pessoas,só durante o Verão! É, 'tapar o sol com a peneira dá sempre asneira'
  • O fim à vista
    22 set, 2016 Lisboa 13:18
    Após o 25 de Abril veio reforma agrária e toca a apanhar casa e terras. A coisa esteve assim alguns e depois com Cavaco Primeiro M com o dinheiro de todos nós começou de forma encoberta a indemnizar os espoliados. Só que os indevidos apropriantes registaram em seu nome aquilo que ocuparam . Bons exemplos.
  • Zé Português
    21 set, 2016 Conchinchina 02:01
    Vais dar parte do teu ordenado a quem ganha 500 E por mês ? Vais distribuir parte do dinheiro do roubo que o teu pai fez no banco da Figueira e do qual és herdeira ?
  • Mário Guimarães
    21 set, 2016 Lisboa 01:05
    Estou farto de acumular lixo desde o 25 de Abril !
  • João Mendes
    20 set, 2016 Lisboa 23:44
    A rapariga está, apenas, a retribuir um favor ao PS ao propor esta ideia brilhante de assaltar a propriedade alheia para sacar dinheiro que é necessário para as políticas de esquerda, que têm como objetivo acabar com os pobres acabando com os ricos, alguns dos quais até dão emprego aos primeiros, que ... Lembram-se que foi Mário Soares que amnistiou as FP25 que se dedicavam a assaltar bancos e, no processo, matar inocentes, para financiarem a sua luta contra a democracia. Um dos amnistiados foi precisamente o pai Mortágua, cuja filha parece agora voltar à carga com uma forma radical de sacar dinheiro. Pelo menos o Sócrates conseguiu sacar 21 milhões ao Ricardo Salgado sem lhe causar qualquer incómodo. Já não há cavalheiros assim em Portugal ... Fica, pelo menos, o exemplo deste ex primeiro ministro para toda a esquerda desorientada na busca do défice zero sagrado.
  • Amer
    20 set, 2016 Sintra 22:06
    Este é caminho para um Estado tipo Venezuela, em que sobrevivem quem é comunista. Esta é democracia de Mortágua, Jerónimo e Catarina, com o apoio silencioso de António Costa. Abaixo o capitalismo, viva a miséria. Unidos e desorganizados lá chegaremos...!
  • Victor Serra
    20 set, 2016 ALMEIRIM 21:38
    Filha de peixe sabe nadar. Com um pai que sempre se governou dos assaltos não admira que as filhas percam a vergonha e vão aos dinheiros dos próximos
  • Dias
    20 set, 2016 Lx 19:07
    A menina podia ter feito uma proposta para diminuir o número de deputados, pois não fazem nenhuma falta ao Pais, só dão despesa. Mas claro aí os chulos (politicos) dos que pagam impostos não dizem nada.
  • Filipe Cunha
    20 set, 2016 Sertã 18:15
    Nem mais. Bastaram os 4 anos da PAF em que foi a classe média a pagar a crise com o apoio de quem agora reclama com pena dos ricos.
  • Pois, pois
    20 set, 2016 Évora 17:04
    Quem rouba bancos é que acumula dinheiro indevidamente.