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Bruxelas vai dar mais três semanas a Portugal para corrigir o défice

03 jul, 2016 - 15:23

Fonte europeia anuncia à Reuters que Portugal e Espanha vão ter mais três semanas para corrigir as contas relativas ao défice.

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Na próxima terça-feira a Comissão Europeia vai dar mais três semanas a Portugal e a Espanha para que tomem medidas para corrigir o défice excessivo de 2015 e assim evitar as sanções de Bruxelas, garantiu à Reuters uma fonte da Comissão Europeia que conhece o processo.

Esta medida representa um compromisso entre os falcões das finanças ma União Europeia, liderados pela Alemanha, e os que dentro dos 27 pedem mais flexibilidade em tempos de crescimento baixo, desemprego alto, e crescimento dos partidos anti-europeus.

Isto acontece depois de em Maio, a Comissão ter dado mais um ano para os dois países resolverem o problema das contas públicas. A decisão teve de voltar atrás face à pressão dos países-membros da ala dura europeia.

A Comissão vai manter um acompanhamento cauteloso em relação ao que está a acontecer em Espanha, num momento em que o país passa um momento pós eleitoral complexo. Portugal também mantém várias barreiras politicas para aplicar um programa de corte na despesa desejado por Bruxelas.

Uma segunda fonte de Bruxelas ouvida pela Reuters garante que a Comissão Europeia poderá na próxima semana iniciar uma aproximação amigável nesta matéria, se Portugal e Espanha se mostrarem dispostos a resolver os problemas que foram diagnosticados.

“Temos de punir os pecados do passado, mas com o olho numa futura redenção”, avança a mesma fonte.

Comentários
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  • Portugues
    04 jul, 2016 Porto 23:02
    Rui Cunha Refugiados? Que se afoguem Por vezes diz-se coisas que nem vale a pena comentar..... espero que nunca tenha o azar de estar numa situação dessas depois digo-lhe o mesmo, gosta? Tenha bom senso e se não sabe o que diz, não comente. Comentário vergonhoso.
  • José Gomes L
    04 jul, 2016 Lisboa 09:17
    3 semanas? Para quê? É evidente que o DC não vai alterar nada. Só para recordar, que o Passos baixou o deficits de 10%, para 3%. E quando saiu, ainda deixou 18.000 milhões € ao DC. Que o costa logo aproveitou para gastar.
  • Rui Cunha
    03 jul, 2016 Queluz 23:37
    0,2% do nosso PIB...e tanto choro por causa desta miséria. Refugiados? Que se afoguem. Brexit? Que saiam. Fascistas no poder na Hungria? Que lá fiquem. Espanha sem governo? Auto-gestão é muito boa. A França não cumpre o défice? A França é a França. 400 milhões de Euros em Portugal? Isso sim é um DRAMA!
  • portugues
    03 jul, 2016 portugal 23:09
    Penso que portugal não deve fazer caso desses senhores que não gostam que os países tenham melhoras, gosta de ver as pessoas com salários baixos e com impostos altos. Temos de dizer que não aderimos ás suas exigências.Temos que fazer como os ingleses.
  • rutra
    03 jul, 2016 tavira 22:56
    Enquanto as dividas derem mais do que a bolsa o que e preciso e fazer com que elas cresçam e se possível cada vez mais países as tenham E para isto que servem as sanções e as politicas de austeridade que são sempre para quem trabalha e não para qu joga neste casino que e a bolsa as zonas francas os of shores etc
  • Portugues
    03 jul, 2016 Porto 22:49
    O governo anterior deixou esse assunto como estava, não é com este governo que tudo melhora de um dia para o outro, sejam que partidos forem. isso pode ser considerado um ultimato. Portugal não tem as mesmas condições duma Alemanha ou idênticos. As exigências da parte de certos Srs., deve de ser pensada duas vezes. Será que a Inglaterra fez bem em sair. Já não sei foi se fez mal. Isto não é uma UNIÃO Europeia, é mais olhe cada um por si, e naturalmente um país que esteja com melhores condições não terá problemas. Alguns países são exigentes. São por ventura eles donos da UE. Acho que não e se essas sanções forem aplicadas é um assunto Portugal a analisar a continuidade na UE.
  • Vasco
    03 jul, 2016 Viseu 22:24
    Acho que a grande maioria dos diversos constrangimentos que a U E está a atravessar designadamente o brexit, as sanções económicas, etc. etc, devem-se em grande parte ao facto de à uns anos a esta parte alguém ter provocado o desmoronamento de uma simples parede, provavelmente pouca gente acreditará, mas talvez o tempo o venha a demonstrar. Queira Deus esteja enganado.
  • Luis
    03 jul, 2016 Lisboa 21:19
    A haver sanções espero que o governo, todos os partidos, o PR e todo o Povo estejam à altura das suas responsabilidades e saibam todos sem divisionismos tomar uma atitude de forma a demonstrar a injustiça e o nosso descontantamento perante uma decisão que para além de injusta é contraditoria e penalizante em termos de desenvolvimento. Deve-se pelo menos com muito empenho perguntar aos donos da Europa o que querem de Portugal e dos Portugueses.
  • Cecília
    03 jul, 2016 Lisboa 21:02
    Já estou cansada da guilhotina pronta a atuar. Será que esta é a Europa solidária? Nós portugueses e portuguesas nunca votámos para entrar na UE.
  • pedro
    03 jul, 2016 lx 20:59
    Pecado é atacar países endividados e por puro exercício de poder. É como penhorar desempregados só para mostrar quem manda. É isto que manda na Europa e que tem de desaparecer. Juncker e os interesses que defende estão desesperados perante a possibilidade de inversão dos poderes dentro da Europa.