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Entrevista

Rui Ramos diz que Cameron não contava com o problema dos refugiados no debate do “Brexit"

21 jun, 2016 - 23:45

O historiador compreende as críticas de muitos europeus mas insiste que a União Europeia ainda é a melhor solução e que ninguém preferiria ter vivido no início do Século XX.
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Entrevista na íntegra ao historiador Rui Ramos
Entrevista na íntegra ao historiador Rui Ramos

O historiador Rui Ramos defende as vantagens de o Reino Unido se manter na Europa a alertou para os perigos imprevisíveis de um “Brexit”, que coloca em risco toda a União Europeia.

Em entrevista ao programa “Terça à Noite”, da Renascença, Rui Ramos diz que a intenção de David Cameron quando convocou o referendo era muito menos arriscada do que veio a revelar-se porque o primeiro-ministro britânico não previu os acontecimentos dos últimos meses.

“Cameron não deve ter pensado na crise dos refugiados do ano passado e o que estamos a ver é que esta é uma das razões que provavelmente mobilizarão mais gente a votar pelo Brexit.”

“O Brexit pode ter estas razões muito nobres de defesa da soberania parlamentar Britânica, da ideia de uma Grã-Bretanha que regressaria ao seu esplendor de grande potência e de grande ilha à margem da Europa, pode ter todas essas ideias, mas verdadeiramente a razão que leva as pessoas a votar – aliás é notório nos cartazes que a campanha pelo Brexit colocou – é a das migrações”, explica o historiador.

Em caso de Brexit, Rui Ramos considera fundamental que a Europa faça tudo para manter o Reino Unido como parte integrante da Europa: “Seria um erro da União Europeia começar a tratar o Reino Unido como uma espécie de estado suplementar dos Estados Unidos. nunca será, faz parte da Europa.”

Nesta entrevista Rui Ramos diz compreender o desagrado de alguns europeus mas insiste que a União Europeia ainda é “a melhor solução” e que nenhum europeu actual teria preferido viver “na primeira metade do século XX, comparado com a segunda metade do século XX e com o começo deste século XXI”.

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  • joenesmartins123
    24 jun, 2016 Brasil 09:56
    E agora como é que ficam os Brasileiros que moram la