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Cristas. Em alguns casos “deve ser a escola pública” a “não abrir mais turmas"

29 mai, 2016 - 17:50

Líder centrista esteve em Macedo de Cavaleiros onde defendeu que seja feita uma avaliação para "perceber quais são os custos para o Estado, qual é a opção das famílias e quais são os resultados das escolas".
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A presidente do CDS, Assunção Cristas, defende que nalguns casos possa ser a escola pública a sacrificada, em vez de apenas os colégios privados, por questões ideológicas.

A líder centrista reiterou o apoio à contestação dos privados contra as alterações aos contratos de associação e afirmou que "faz sentido olhar para estes critérios e decidir se, nalguns casos, não deve ser a escola privada ou do sector cooperativo a ser sacrificada, mas deve ser a escola pública que, claramente, não [deve] abrir mais uma turma".

"Não é evidente que uma escola que presta um bom serviço, que tem bons resultados, que é a preferida pelos pais e que não custa mais para o Estado, deva ser sacrificada só porque ao lado há uma escola pública estatal que deve sempre mantida", insistiu.

Se o actual modelo não é perfeito, Cristas, que falava num almoço com militantes, em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, admitiu que seja feita uma avaliação para "perceber quais são os custos para o Estado, qual é a opção das famílias e quais são os resultados das escolas".

"Aquilo que está em causa e se deve discutir, neste momento, é se queremos um caminho em que, com menos crianças, fecha-se a contratualização para garantir que as escolas públicas continuam, mesmo se forem piores e com mais custos equivalentes para o erário público" ou se é necessário um "modelo mais perfeito".

Assunção Cristas entende que o país não ganha com "dogmatismos nessa matéria" e aquilo a que se assiste "mais uma vez é a uma agenda da esquerda radical, ideológica".

"Reflectir e ver qual é o melhor modelo, estamos de acordo. Simplesmente fechar ideologicamente, dogmaticamente, entendendo que tudo se deve resumir à escola estatal, (...) nunca terá o acordo do CDS", vincou.

Cristas reiterou que entre escolas que oferecem serviço público num mesmo território "não é evidente que a turma que deve ser fechada é a turma que tem um contrato com o Estado, embora não sendo uma escola estatal".

Para a líder do CDS-PP, "quando há menos crianças, a pergunta que deve ser é se no mesmo território há mais oferta educativa daquilo que são as crianças para ocuparem essa oferta educativa, se nós devemos entender que sempre o que deve fechar é a turma do sector cooperativo ou, nalguns casos, não faz sentido que seja essa a turma a fechar ou a turma a não abrir por escassez de alunos".

Comentários
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  • José
    31 mai, 2016 Braga 16:26
    Daqui se conclui, que o antigo primeiros ministro, Srº Passos Coelho com a conivência do CDS, não tinha necessidade de assinar 79 contratos de associação…Aconselho vivamente a verem o programa do CANAL 1 “sexta às nove do dia 20 de maio”,e ficaram com todas as dúvidas esclarecidas...Só para terem uma ideia, só o grupo GPS que possuem um conjunto de colégios com contrato de associação com o estado, receberam só no ano passado 22 milhões de Euros do Orçamento do Estado, que somo todos nós... Disto só há uma palavra a dizer... Uma PALHAÇADA…
  • pedro
    30 mai, 2016 lx 18:56
    Constituição da República Portuguesa (A LEI) Artigo 75.º (Ensino público, particular e cooperativo) 1. O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população. 2. O Estado reconhece e fiscaliza o ensino particular e cooperativo, nos termos da le
  • José Pereira
    30 mai, 2016 Costa de caparaica 16:52
    Também deves querer ter os teus filhos em escolas financiadas com o dinheiro de quem trabalha.
  • pagador de impostos
    30 mai, 2016 cristolândia 16:48
    Tenho dois filhos os quais andaram em colégios privados pagos com o nosso esforço. Porque é que tenho de pagar para os filhinhos dos pseudo ricos irem para escolas quando gastam rios de dinheiro nas férias não sei a onde. Eu também quero ser atendido nos hospitais PARTICULARES com os impostos desses senhores. apenas um comentário F A Ç A M - S E Á V I D A E POPEM NÃO FAÇAM FÉRIAS DE MILIONÁRIOS
  • Luís
    30 mai, 2016 odivelas 14:32
    Maria Pires: uma escola com contrato de associação é uma escola pública exactamente igual as escolas estatais, com a diferença que os professores não são funcionários públicos. Os alunos em escolas de contrato de associação podem ser pobres porque pagam ZERO para as frequentarem.
  • Luís
    30 mai, 2016 Odivelas 14:28
    Custo de turma em contrato de associação: 80.500 euros Custo de turma em escola estatal: 105.800 euros Fonte: tribunal de contas
  • Emanuel Oliveira
    30 mai, 2016 Porto 02:48
    A educação deve ter como foco a qualidade ao melhor custo. Tem colégios que surgiram para suprir as deficiências ou falta de escolas públicas e conheço outros em locais rurais com dificuldades de acesso à cidade mais próxima. Só porque são privados em associação, têm boa qualidade de ensino e não custam mais que as escolas públicas, só por isso e porque temos um monhé mentiroso da família do preso 44 e lacaio de uma esquerdalha sem ética, então terão de fechar? Isso é imbecilidade e falta de respeito pro quem tem filhos.....e o mentiroso do imbecil do ME, com certeza nada conhece de Portugal e não deve ter filhos...quem discordar pode emigrar para Venezuela, amiga do PS, ou Cuba, etc....é só escolher!
  • AMMR
    29 mai, 2016 Maia 23:12
    E se todos nós que temos filhos a estudar fizermos uma reivindicação a solicitar ou exigir colegios privados!!! Ia ser bonito não ia!? Já agora qual os critérios para entrar nos colegios privados........porque eu conheço muitos e nos que eu conheço nenhum tem turmas com alunos da etnia cigana, desajustados ou turmas com os chamdas areas vocacionais. Por isso, caros pais, se querem uma escola privada p.f. paguem-na, porque, eu não concordo que os meus impostos sirvam para pagar os colegios aos vossos filhos. E eu não sou contra os colegios privados, mas quem quiser que os pague como em tudo que seja privado.
  • José
    29 mai, 2016 Oeiras 22:40
    Coitada! Queria que o governo PS governasse como eles ( contra a constituição )
  • pedro
    29 mai, 2016 lx 22:27
    Fechar "ideologicamente", nas palavras de Assunção Cristas, é fechar de acordo com a Lei. Pergunta-se então: é contra a Lei, Assunção Cristas? Parece que sim, o que só confirma porque fez parte do Governo de gente fora-da-lei onde esteve. Seria melhor estar calada em vez de andar à procura de protagonismo e de tacho. Mas dão-lhe tempo de antena, pelo que aproveita. Já agora também seria melhor explicar porque é que o seu governo fez aprovar em 2013 uma lei que é ilegal e que é o que causou e está a gerar esta confusão toda, com todos os custos que isso tem para o país, nomeadamente financeiros, e que são maiores quanto mais isto continuar a ser assunto e dinamizado, e que o país não pode ter mais. Nem agora, nem daqui para a frente. Nem pode andar a dar mais a ser manipulado para dinheiro a privados, como até aqui.