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Banif. Alto quadro do Banco de Portugal aponta culpas a António Costa

28 abr, 2016 - 20:52

Carlos Albuquerque revelou aos deputados que algumas notícias, em meados de Outubro do ano passado, degradaram a situação do banco.
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O director do departamento de supervisão do Banco de Portugal, Carlos Albuquerque, admite que o primeiro-ministro, António Costa, está no lote de responsáveis políticos que diminuíram a confiança no Banif.

A posição do alto quadro do banco central foi manifestada esta quinta-feira na comissão de inquérito parlamentar à venda e resolução do Banif.

Carlos Albuquerque revelou aos deputados que algumas notícias, em meados de Outubro do ano passado, degradaram a situação do banco.

Perante a insistência da deputada do PSD, Emília Cerqueira, acabou por nomear António Costa.

“Foram notícias públicas por parte de alguns responsáveis políticos, não criticando mas colocando o Banif na esfera [dos bancos com alguma dificuldade]”, começou por dizer o director do departamento de supervisão do Banco de Portugal.

Questionado se António Costa é um desses políticos, Carlos Albuquerque começou por dizer: “Porventura, porque não estou absolutamente seguro”.

“Foram várias notícias que colocaram o Banif na esfera dos bancos com alguma dificuldade”, prosseguiu. Nomeadamente por António Costa? “Pode ser”, admitiu o alto quadro do Banco de Portugal.

Em causa estará uma entrevista de António Costa à TVI, a 18 de Outubro, em que falou de surpresas desagradáveis nas reuniões que teve com a coligação, em concreto no sistema financeiro.

Perante os deputados, Carlos Albuquerque reconheceu que a situação do Banif foi-se deteriorando junto da opinião pública e a entidade apresentava "especiais dificuldades de recuperação".

O responsável pela supervisão aponta o dedo a "desvios nos pressupostos económicos no plano de recapitalização" do banco firmado em 2013.

"O Banif não apresentava capacidade de reforço dos capitais próprios com recursos aos accionistas privados", sublinhou.


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  • Luís
    29 abr, 2016 Aljezur 23:18
    A urgencia pessoal em liderar um governo colocou António Costa a aproveitar TUDO o que pudesse para o eleger ao cargo. Primeiro ele, só depois o País. Como se sabe, o psís, não é exactamente algo abstracto, são pessoas e a esmagadora maioria acabará por pagar o preço do ego de António Costa. não é se, mas quando, teremos mais um resgate com piores consequências que os anteriores.... onde pagarão os mesmos de sempre por opções de inimpútaveis (sim, os políticos não podem ser imputados judicialmente pelas opções que tomam e perjudiquem o comum) como se fossem deficientes na aferição dos seus actos e opções. É tempo de os considerar capazes de raciocinar e responsabiliza-los pela sapiencia ao invés da acefalia.
  • Luís
    29 abr, 2016 Aljezur 22:16
    A urgencia pessoal em liderar um governo colocou António Costa a aproveitar TUDO o que pudesse para o eleger ao cargo. Primeiro ele, só depois o País. Como se sabe, o psís, não é exactamente algo abstracto, são pessoas e a esmagadora maioria acabará por pagar o preço do ego de António Costa. não é se, mas quando, teremos mais um resgate com piores consequências que os anteriores.... onde pagarão os mesmos de sempre por opções de inimpútaveis (sim, os políticos não podem ser imputados judicialmente pelas opções que tomam e perjudiquem o comum) como se fossem deficientes na aferição dos seus actos e opções. É tempo de os considerar capazes de raciocinar e responsabiliza-los pela sapiencia ao invés da acefalia.
  • José Cunha
    29 abr, 2016 PENAFIEL 21:44
    Os políticos deveriao ser responsabilizados por os erros que cometem como os contribuintes fazer ASNEIRAS arranjao taxo noutro local e demitens e tudo fica por ai teriao que pagar por o que fazem que deseteza nao havia tantos a quererem ir para o poleiro mas isso nunca irá acontecer poque já fazem as leis a seu fabor mas é muito triste a Borgonha do meu País pois só queria ter o poder total para um só dia que o nosso País vivia bem melhor não seria cada um por CIDADÃOS
  • antonio Cardoso
    29 abr, 2016 oeiras 17:29
    Este marmelo, esqueceu-se que as eleições foram a 4 de Outubro e a tomada de posse do governo PS foi a 26 novembro 2015.
  • Manuel Torres
    29 abr, 2016 ETAMPES FRANÇA 16:36
    Entre quem sabia e quem dizia que sabia mas que não queria saber ,etc. Venha o diabo e escolha ,era pegar neles todos ,martelos num contentor e FUNDO DO MAR COM eles ,Sérvia de exemplo pro FUTURO.
  • Luis
    29 abr, 2016 Lisboa 10:52
    Para se saber que é estúpido nem precisa de ter letreiro
  • Fausto
    29 abr, 2016 Lisboa 10:15
    Investigações bancarias sem extractos bancários para onde foram os 1,4 mil milhões de euros que o governo meteu no banco ? Seguem o dinheiro encontram o ladrão.
  • YES MAN
    29 abr, 2016 LISBOA 09:25
    A SANTA INQUISIÃO ESTÁ DE VOLTA!!! DIGAM QUE SIM À NOTÍCIA ........SENÃO A SANTA INQUISIÇÃO NÃO DEIXA PASSAR O VOSSO COMENTÁRIO!!!
  • ZÉTUGA
    29 abr, 2016 LISBOA 09:12
    ESTE ALTO QUADRO DEVERIA SER JÁ DESPEDIDO!!!! PAGO COM OS NOSSOS IMPOSTOS MILIONÁRIAMENTE PARA DIZER ESTAS BABOSEIRAS??? SEMPRE OUVI FALAR QUE O BANCO TINHA CREDITO MAL PARADO PARA PROPAGANDA POLITICA!! DINHEIRO GASTO EM OBRAS INUTEIS, ETC!! VENCIMENTOS SUPERMILIONÁRIOS!!!ETC. ESTE ALTO QUADRO SE NÃO SABE DISSO ESTEJA CALADO POR SE NÃO SABE REVELA INCOMPETÊNCIA PAGA COM OS MEUS IMPOSTOS!!!!
  • Portugua
    29 abr, 2016 Portugal 09:11
    Citação de JJ: já deviam estar todos presos nas masmorras de Caxias que estão desaproveitadas e para eles era um bom local de meditação.**-** Este comentário até parece de dirigentes do tempo do Estado Novo. Será? A verdade é que em casos destes não se pode pensar noutra coisa que não seja a da responsabilização dos detentores das organizações, no caso vertente, como no caso BES e quejandos, jamais deveriam ter sido os Portugueses em geral a ter o ónus do problema porquanto enquanto houve lucros os dividendos foram distribuídos pelos detentores do capital dessas organizações/empresas no caso bancárias. Quanto mais vamos, PORTUGUESES em geral, pagar pelo que foi responsabilidade de outrem?