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Autarcas do litoral também não querem pagar portagem

26 abr, 2016 - 15:40

Apelo surge no dia em que o ministro do Planeamento e das Infra-Estruturas diz que o custo de portagens no interior vai descer até ao Verão. Excepção do litoral deverá ser a Via do Infante.

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Os autarcas dos municípios do litoral reclamam igualdade no pagamento de portagens. No caso da região de Aveiro, as autarquias insistem na isenção de portagens para os percursos de curta distância sem alternativas secundárias à altura.

O presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, diz que não há argumentos económicos ou financeiros que favoreçam o contrário.

“Tudo o que é a competitividade, os tempos de utilização das vias seja pelos pesados de mercadorias, seja pelos residentes que existem nesta zona, que é densamente povoada, quando vamos fazer essas contas, todos os argumentos são a favor da nossa proposta. Todos”, reclama, em declarações à Renascença.

A reacção do autarca de Aveiro surge no dia em que o Governo confirma a redução do custo de portagens nas auto-estradas do interior a partir do Verão, altura em que se intensificam as queixas da população afectada pelo intenso tráfego que foge às antigas Scut (vias sem custo para o utilizador).

Esta terça-feira, na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o ministro do Planeamento e Infra-Estruturas, Pedro Marques, sublinhou que, se não tivesse havido “uma renegociação desastrosa, a redução já era para todos” os do interior. O governante referia-se à renegociação concluída pelo governo de Passos Coelho, que transferiu para a concessionária as receitas de portagem da A23 (Beira Interior), o que implica agora uma nova negociação para poder aplicar a descida do preço das portagens, num valor que não foi referido na audição.

No que toca ao litoral, Pedro Marques referiu que a A22 (Via do Infante) também será abrangida pela redução do preço, uma vez que a Estrada Nacional 125 "não é uma alternativa, mesmo com as obras que estão a ser feitas".

Utentes de Santarém marcam protesto para 4 de Maio

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Santarém rejeita a possibilidade de uma redução das portagens e anunciou esta terça-feira, para 4 de Maio, uma concentração pela sua abolição na A23 e na A13.

"Não aceitamos descontos nem queremos reduções nos valores das portagens, porque o que defendemos como justo e decisivo para o desenvolvimento do distrito de Santarém é a abolição de todas e quaisquer portagens, nomeadamente na A13, entre Atalaia (Vila Nova da Barquinha) e Ferreira do Zêzere, e na A23, entre Torres Novas e Mação", disse à agência Lusa o porta-voz do MUSP, que agrega as diversas estruturas de utentes do distrito.

Manuel Soares reagia assim ao anúncio do ministro Pedro Marques sobre o preço das portagens no interior.

Segundo o porta-voz do MUSP de Santarém, "na renegociação que foi feita a concessionária, a SCUTVIAS, recebe menos mas deixa de ter responsabilidade nas grandes manutenções, passando estas para a Infra-estruturas de Portugal".

"Tememos que o valor das portagens baixe, mas aumente o número de troços a portajar", pelo que "o documento de renegociação deve ser tornado público", referiu Manuel Soares.

Comentários
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  • couto
    26 abr, 2016 Lisboa 19:32
    O interior do pais está um deserto compléto,sou da zona de Mirandela,me deslocava lá algumas vezes durante o ano,hoje ainda lá vou,mas com moderação,pois as portagens ficam muito caras a gasolina igual, à volta de 60,00€ em portagens com gasolinha gasta-se a volta de 200,00@ para percorrer 1000 km ida e volta,transito a partir de viseu para cima anda-se km e km sem se ver um carro,entra-se na A 4 a mesma coisa sem transito uma pessoa até chega a ter medo de circular na A 24,e na A 4 ,se acontece algo de errado não há a quem recorrer,é zona pobre sem industria,as pessoas por sua vez andam pela estrada Nacional,porque os meios financeiras não dão para pagar passagem nos porticos,a zona interior deveria de estár isenta de portagens, ainda se vive por lá da pequena agricultura,que nem para o sustento da casa dá,não tem praias não tem grandes monumentos nem nada de atrativo para puxar para lá pessoas transito,enfim estão para lá ainda algumas pessoas em algumas aldeias mas já são de idade avançada quando eles acabarem muitos deixarão de lá ir,se não houver incentivos no sentido de isenção de portagens.
  • NL
    26 abr, 2016 Ermesinde 19:19
    Os autarcas do litoral não têm o direito de pedir que não se paguem portagens nas suas terras onde têm alternativas mais do que suficientes para se deslocarem. Já às gentes do Norte oriental e demais zonas orientais de Portugal, sem os meios de comunicação por estrada que o litoral tem, é um absurdo, para não dizer a outra coisa, que os obriguem a pagar portagens em sítios onde também eles pagam impostos pelas estradas que se constroiem nas zonas do litoral. Para comercializarem e transportarem as suas produções para zonas de consumo as gentes do norte não podem ter, como maior custo de produção, o seu transporte através de portagens, único meio de transporte exigível para os nossos tempos. Só um atrasado mental vem vender do Norte ao Porto um quilo de laranja por 1 euro quando tiver de pagar 1 euro e 50 cêntimos pelo seu transporte.
  • carlos
    26 abr, 2016 odivelas 19:11
    A vida tá tão difícil no interior como no resto do país, se me disserem que as portagens estão caras para a manutenção que elas precisão, e que não o fazem, para darem lucros aos acionistas e a certos compadrios, tudo bem, porque não falando de outras, com a circulação de viaturas que há na A1 e A2 bem podiam descer os preços.
  • João Gil
    26 abr, 2016 Lisboa 19:06
    É o governo da subjugação aos interesses de cada um que guinche mais alto do que o outro. Quem não quer portagens é bom que vá gritar bem alto para a porta do PM que ele acaba por aceitar. Se forem ao BE e lhes pedirem para engrossar a voz talvez dê resultado mais depressa. Eu não quero pagar impostos, nem Seg Social, mas exigo saúde à borla, livros de graça, rendimento máximo possível garantido, remédios comparticipados em 90%, bilhetes baratos para o futebol é para o cinema e um iPhone dos novos oferecido (os de 64gb estão esgotados) e ainda um Ferrari 488, um Bentley continental coupé GT, e o fim da corrupção na arbitragem e quero ganhar comissões nas transferências de jogadores de futebol. Também exigo uma viagem ao espaço no próximo vai-vem da Nasa e quero uma reforma vitalícia para viver à custa dos trabalhadores comunistas, socialistas, bloquistas, do Pev e do Pan. É tudo do que me lembro, para já. Catarina vá já histericamente exigir ao governo estas benesses para mim, para a minha família e para os meus amigos!
  • augusto
    26 abr, 2016 castelo branco 19:04
    Caros autarcas , se é este assunto de grande importância para os vossos municípios ainda bem ,é bom sinal sinal que já resolveram os problemas das empresas municipais parte destas em atividade só no papel para pagar a chulos que vivem só á custa do contribuinte sim o contribuinte que dizem estar a ser lesado nestas portagens tenham vergonha e deixem de gastar o que é do povo Tenham Vergonha
  • Tinicom
    26 abr, 2016 Porto 18:43
    É essencial para as empresas e para um salutar desenvolvimento da economia e regiões, vias de escoamento dos produtos e facilidades de acesso, que foram pensadas (Scut`s), mas depois para favorecer os amigos foram indevidamente pagas.
  • Jose
    26 abr, 2016 Algarve 18:35
    Caro Zé, então e você não está a ser invejoso. Se você tem terrenos e dinheiro para tratar deles, assim como 70€ para la ir 'de vez em quando' imagine familias que não têm dinheiro. No Algarve, que está a ser desolado pelo desemprego mesmo no Verão, existem pessoas que chegam a levar 2horas para fazer 30km na Nacional 125 para trabalharem em concelhos diferentes do seu, para ganharem misérias como 3€ por hora, essas pessoas têm filhos que têm de ir levar e buscar à escola.... a viagem na Via do Infante levaria tlvz 15min... assim têm de pagar portagens com baixa do orçamento do magnifico salário que ganham. Este é o Algarve e existe outros tantos exemplos semelhantes ou piores no País.... Se quer se queixar ao menos não o faça de barriga cheia, porque já muitas destas pessoas tivessem o problema uma vez a cada 15 dias, elas têm todos os dias. Sim eu sei, as pessoas que vivem longe e isoladas sofrem, mas essas pessoas não precisam de ir ás cidades todos os dias, e muitas das que precisam têm os familiares nas grandes cidades que são os culpados de as abandonarem.... O meu comentario nao resolve o problema, é só um alerta que aqui ninguem tem inveja, todos nao querem pagar porque é benefico em função das sua situação e necessidades. Mas é injunto andarmos a pagar estradas que foram pagas pela UE, e a manutenção que é a razao da cobrança só é cara pelas parcerias interesseiras dos politicos. Se fosse eu a ter uma empresa com menos de metade desse dinheiro fazia o trabalhinho!
  • maria
    26 abr, 2016 lisboa 18:31
    vou pagar auto-estrada sem passar por lá, lá SE VAI O MEU MAGRO AUMENTO
  • David Pevide
    26 abr, 2016 centro 18:25
    Portagens deviam de ser na fronteira, nos aeroportos, estadios de futebol, casinos, casas de meninas, concertos, festivais, etc.
  • Aurélio Lima
    26 abr, 2016 França 18:22
    O caso das Portagens elétronicas em Portugal Fo criado com vistos a lucros sem cargas de salàrios a postos fixos,embora haja uma rêde de fiscalização movél que,vai tramando automobilistas como eu que vou a Portugal de vêz enquando.. Assim me aconteceu e recolhi informações que não são muito claras a fim de pagar as passagens. Certo que hà dispositivos de pagamento nas Fronteiras de Vilar Formôso,Chaves e Caminha. Sò que,eu não passo por éssas Fronteiras, (entro por Barca D'Alva ) aonde nada existe a não ser os CTT e aqui é o Probelema,sò em Moncorvo estão habilitados a vender um dispositivo que vai dos cinco aos vinte euros,isto não me estorva em nada pagar as passagens que dêvo efetuar,o que mais me revolta é o fato de ter que pagar: (1) dispositivo (2) ter que pagar o serviço de venda do mesmo aos ctt (3 e para mais ainda, eu mêsmo activar com o meu télémovél o dipositivo que compro. Em tudo desconcordei com êste sistêma,deixei de viajar nas auto estradas Portuguêsas e,como sou animador de Ràdio Amadora,sempre que as férias ou outras alturas de festividades ,lembro sempre aos nossos ouvintes que as auto estradas Portuguêsas estão equipadas com um modelo de portagens vindo da Suiça e que lhes custa caro e podem até terem grandes probelemas em caso de não pagamento,conciderando isto um roubo,dou conselho ao meus ouvintes de utilizarem as estranas Nacionais aonde podem encontrar à borda da estrada um bom restaurante aonde se pode comer bem à Portuguêsa e mais barato.