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Combustíveis mais baratos para camionistas. "Negociações estão a gerar consenso"

19 abr, 2016 - 12:20

O ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, anunciou que o Governo vai criar descontos para as transportadoras de mercadorias em postos de gasolina em três zonas de fronteira com Espanha e nas antigas SCUT do interior.
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O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou esta terça-feira que as negociações sobre os combustíveis "estão a ter bons resultados e a gerar consenso", sendo "interessantes" quer para o Estado quer para as transportadoras.

"O que temos de fazer é aplaudir o trabalho que está a ser feito e [temos] de continuar a trabalhar com os agentes e com os transportadores no sentido de encontrar uma solução", afirmou o ministro esta manhã, à margem de uma sessão sobre capitalização de empresas, a decorrer na Associação Empresarial de Portugal (AEP), em Matosinhos, distrito do Porto.

Para Manuel Caldeira Cabral, que se escusou a fazer mais comentários sobre o assunto, "as negociações continuam em curso" e "têm estado a ter bons resultados e a gerar consenso".

"Não estamos aqui para alimentar polémicas", disse, acrescentando que as soluções são "interessantes para todos, para o Estado que pode até arrecadar mais receita, e para as transportadoras, minorando o impacto do aumento dos combustíveis".

O ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, disse na segunda-feira à agência Lusa que o Governo vai criar descontos para as transportadoras de mercadorias em postos de gasolina em três zonas de fronteira com Espanha e nas antigas SCUT do interior.

No final de uma reunião com as associações que representam as empresas de transporte de mercadorias (a ANTRAM e a ANTP), Eduardo Cabrita disse que foi analisada a evolução dos preços dos combustíveis, tendo em conta uma primeira actualização do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) em Maio, adiantando que "se fosse hoje, haveria uma descida", mas que será feita uma avaliação "nas próximas semanas".

No entanto, o ministro optou por destacar a criação de "uma redução significativa" no preço dos combustíveis para transportadores de mercadorias em postos de gasóleo profissional em três zonas do interior: na fronteira com Espanha, na zona de Elvas, Vilar Formoso e numa terceira zona, a definir, no norte do país.

"Estão por identificar quais os municípios em definitivo, mas teremos postos de abastecimento exclusivamente para transporte internacional de mercadorias, para veículos com uma dimensão superior a 35 toneladas, nos quais será eliminado o diferencial fiscal relativamente a Espanha", afirmou o ministro.

Eduardo Cabrita indicou que "toda a componente fiscal será equilibrada com a que se verifica em Espanha", ou seja, as transportadoras passam a pagar nesses locais o valor do combustível com a carga fiscal aplicada em Espanha, que é inferior à de Portugal.

Esta diferenciação será feita "em todas as gasolineiras que disponham de postos nos concelhos" seleccionados, através de "cartões de frota" associados às diferentes empresas de combustíveis, que as transportadoras detêm.

Questionado sobre o impacto previsto na receita, o ministro disse que "o que existir de perda de receita será compensado pelo aumento dos consumos. Há empresas que hoje abastecem em Espanha e que com estes valores passarão a abastecer em Portugal". .

Eduardo Cabrita disse ainda que "até ao verão será criada uma redução no custo das autoestradas nas zonas do interior, nas chamadas ex-SCUT [vias sem custos para o utilizador]", num "tratamento mais favorável para os transportadores de mercadorias".

Para o ministro, estas medidas são "mecanismos da promoção de competitividade das empresas de mercadorias, mas também medidas de promoção do interior".

Comentários
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  • Ana Dias
    19 abr, 2016 LOURES 19:08
    Estes Senhores que são porta-voz das Associações dos Transportes de Mercadorias, deveriam negociar com Transparência estes assuntos que afetam TODAS AS EMPRESAS DE TRANSPORTES NACIONAIS, e não só tentar "puxar a brasa para a sua sardinha" e as empresas que não fazem transporte INTERNACIONAL??? As que só exercem a Sua Atividade em Portugal e nem sequer chegam ao pé das fronteiras, NÃO TEM OS MESMOS DIREITOS??? Deixem-se de DESCRIMINAÇÕES, AJUDEM O SETOR COM TRANSPARÊNCIA E DIGNIDADE.
  • xavi
    19 abr, 2016 Porto 15:18
    Isto sim. é socialismo, porreiro pá!
  • SIMON
    19 abr, 2016 TOMAR 15:03
    atão e eu compadri!...sou filho da ...me burra anda a água!...querse dizeri ê faço 5o.000km ano ná tenho direto a nadâ!...ê cê quêm vai pagar a diférença...sâ sempri os memos...tásse memo a veri...
  • goju
    19 abr, 2016 porto 14:57
    Boa tarde, as transportadoras vão ter descontos e quem necessita do carro para ir trabalhar todos os dias e no fim do mês receber 600€??? Tb vao ter? ou vai pagar mais se quiser ter o luxo de ter um trabalho?
  • António Guimarães
    19 abr, 2016 portimao 14:09
    "até ao verão será criada uma redução no custo das autoestradas nas zonas do interior, nas chamadas ex-SCUT" Quem vai pagar esta redução? As concessionárias das ex Scut não vão ficar sem receber o que contratualmente está definido. Quem sobra para pagar esta redução? Nós todos. As ex-scut passaram a ter portagem, para ser o utilizador a pagar. Agora não vai ser o utilizador a pagar vamos ser todos. Isto já não é uma geringonça é um roubo a todos nós.
  • Luís M.
    19 abr, 2016 Vila Real 13:53
    Vai tudo comprar um "camiõe" para ter "gasoile" a preço de saldo.
  • SErgio
    19 abr, 2016 Lisboa 13:43
    Pois... os outros, continuam a pagar e não piam. Se calhar o comum cidadão, tem que começar a fazer manifestações também e a cortar estradas ou deixar de abastecer!
  • Tiago
    19 abr, 2016 Porto 13:41
    Como bons portugueses que há, vai haver muitos a abastecer os seus carros de alta cilindrada à custa dessas medidas!
  • Porca Miseria
    19 abr, 2016 melgaço 13:36
    Pois preferem cobrar algum imposto do que nenhum , estavam a ver o sector dos transportes a bazar todo para o abastecimento em Espanha , felizes os que como eu moram em Melgaço , Monção ,Valença e demais localidade fronteiriças pelo país fora e então se tiverem um carro já com uns anos como eu tenho e a gasolina um carro que infelizmente não e da ultima tecnologia e ainda consome mais do que devia e com o preço da gasolina a ser entre 30 a 35 cêntimos de diferença segundo as minhas medições feitas ao longo de varias semanas vale muito a pena o meu carro com 10€ (7 litros e tal) a meter em Portugal faço +/- 105 quilómetros a meter 10€ (9 litros e tal)em Espanha faço +/- 145 quilómetros agora como meto sempre cerca de 40€ de 2 em 2 semanas em Espanha gasto 80€ ao fim do mes (4semanas) com esses 80e faço +/-1200 quilometros mês em Portugal para fazer os mesmos 1200 quilometros nunca teria de meter menos de 110€ ou seja tenho uma poupança de 30€ mes (360€ ano).Nunca fiz as contas para um carro a gasóleo mas também deve compensar não tanto pois a diferença de preço/litro não e tão acentuada mas seguramente também compensa. tenho ainda a sorte de a distancia de onde moro para o posto de abastecimento mais perto quer em Portugal quer em Espanha ser a mesma . mas mesmo que fosse consideravelmente mais longe valeria sempre a pena.
  • Jacinto César
    19 abr, 2016 Elvas 13:24
    Esta é uma daquelas medidas que aparentemente parece boa, mas tem contras que o Ministério da Economia não pensou. Eu sou de Elvas e raramente vou meter gasolina a Espanha. Mas se calho a ir lá, aproveito. Mas onde é que está o reverso da medalha? Elvas como cidade fronteiriça que é o seu comércio e restauração vive em parte à custa dos 150.000 habitantes de Badajoz. Basta ver o que se passa aqui em todos os hipermercados a Domingo para perceber. Elvas com 25.000 habitantes tem no seu concelho mais de 100 restaurantes. Quem é que são os seus clientes? Espanhóis! Conhecendo eu os espanhóis como conheço, a retaliação vai ser uma certeza. Não tardará muito em que os espanhóis estejam a pedir um boicote ao comércio e à restauração da cidade. E depois quem é que nos socorre? As empresas de camionagem? E o que se passa aqui, irá passar-se em Vilar Formoso e no Minho. O interior mais uma vez a ser sacrificado.