O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

Proposta do Governo às transportadoras: abastecer na fronteira aos preços de Espanha

18 abr, 2016 - 20:10

Governo quer eliminar o diferencial fiscal relativamente a Espanha. Redução dos preços das portagens está também em cima da mesa.
A+ / A-

O Governo propôs esta segunda-feira às associações de transporte rodoviário vender nas zonas de fronteira de Portugal gasóleo sujeito às mesmas taxas fiscais aplicadas em Espanha.

À Renascença, o ministro adjunto Eduardo Cabrita afirmou que o “mecanismo experimental” deverá entrar em vigor no “início do segundo semestre”.

Destina-se apenas aos veículos com mais de 35 toneladas e nos abastecimentos feitos em três zonas do país na fronteira com Espanha: em Elvas, Vilar Formoso e numa terceira zona, a definir, no Norte do país.

“Será possível eliminar o diferencial fiscal hoje existente relativamente a Espanha”, disse Eduardo Cabrita.

A proposta, que “implica alterações legislativas”, esteve esta segunda-feira em cima da mesa numa reunião entre o Governo e duas associações do sector, a Antram e a ANTP.

Depois da reunião, Eduardo Cabrita indicou ainda à Renascença ter sido proposto às representantes das transportadoras reduzir até ao Verão os custos de portagem nas zonas do interior, nas antigas SCUT, favorecendo o transporte de mercadorias.

Márcio Lopes, da Associação Nacional de Transportes Públicos, explicou à Renascença que o Governo propôs a criação de gasóleo profissional, mas “só para quem licença de transporte por conta de outrem” em três zonas de teste, durante meio ano.

“Se conseguirmos alcançar objectivos e tivermos produtividade neste teste, o que vai acontecer é que, ao fim dos seis meses, vai passar a haver gasóleo profissional em todo o Portugal para todos os profissionais do sector”, sublinhou.

A par desta oferta de gasóleo a um preço mais barato, o executivo promete também uma redução do valor a pagar nas portagens das antigas Scut do interior do país.

Estão para já abrangidos os veículos superiores a 35 toneladas, mas Márcio Lopes considera que o projecto-piloto pode ir mais além.

OS representantes das transportadoras e Governo voltam a reunir-se no dia 16 de Maio para acertarem mais pormenores desta experiência piloto que vai arrancar, em Julho, em Elvas, Vilar Formoso e numa outra cidade na fronteira Norte do país.

[notícia actualizada às 00h15]


Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Orlando
    20 abr, 2016 Amadora 14:55
    Neste país uns são filhos da mãe e outros são filhos da outra senhora. Sem mais comentários. E viva a ROSA.
  • hugo varela
    19 abr, 2016 portimao 22:14
    mais uma vez uma proposta equilibrada, para nao dizer outra coisa. o que vale e que ha uma terceira hipotese ainda por definir... aaahhhhhh mas e no norte. se o algarve nao serve sequer nem para uma terceira possivel hipotese expliquem me o porque de pertencer a este pais? sera que e somente para mandar os impostos ( maioritariamente gerados pelo turismo) para os gulosos da capital. O SUL TAMBEM E PAIS
  • Fernando Oliveira
    19 abr, 2016 Maia 18:18
    Aqui está mais um exemplo de políticas "à la carte" com excepções na lei para grupos, porque sempre é assim com esta gente : portugueses de primeira e de segunda, seitas e grupos de favorecimento. Esta jogada é típica de políticos sem estofo algum, que de Churchill não leram nada. Preferia ser governado por uma manada de búfalos.
  • fernando teixeira
    19 abr, 2016 ponte de lima 16:30
    Na minha terra o Sol quando nasce é para todos,cambada de sacanas
  • Petervlg
    19 abr, 2016 Trofa 13:29
    E agora, estamos num pais de primeira e segunda categoria, quem necessita do carro para se deslocar e não é camionista PAGA, Isto é o nosso (des)governo e ainda vem o BE e o PCP falar dos trabalhadores, cambada de hipocritas
  • VICTOR MARQUES
    19 abr, 2016 Matosinhos 12:00
    Ao que "ISTO" chegou!!!...
  • Ambar
    19 abr, 2016 Lisboa 11:58
    Discriminação. Portugueses de 1ª e de 2ª onde já se viu?
  • Paulo
    19 abr, 2016 Lisboa 11:34
    Táxis...coitadinhos alguém conhece alguma empresa de táxis que tenha ido à falência ?
  • Jose Santos
    19 abr, 2016 Coimbra 10:09
    Então o resto do país? E os outros automobilistas? Mete nojo este tipo de medidas. Portugal sempre gostou de criar "classes". É as diferenças brutas entre trabalhadores privado/publico e os vários (demasiados), sistemas de saúde. agora até nos transportes para ir tentando agradar quem tem poder para refilar. Isto vai tornar-se um "Brasil", não falta muito.
  • Fernando Henriques
    19 abr, 2016 Coimbra 09:34
    Ora ai está mais uma medida sectarista que vem dividir mais o povo português, como estes poderiam fazer barulho, diga-se greve, vamos lá calar está gente. Ora como ficam os outros profissionais que necessitam da sua viatura para trabalhar???