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Eutanásia na Bélgica e Holanda. Há 20% a 30% de “casos de homicídio”

15 abr, 2016 - 00:50

Denúncia partiu do médico e professor da Faculadade de Medicina do Porto Walter Osswald, em novo debate sobre eutanásia, desta vez na Universidade do Porto.
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Entre 20 a 30% dos casos de eutanásia na Bélgica e na Holanda são homicídios de "cariz social". A denúncia foi feita pelo médico e professor da Faculadade de Medicina do Porto Walter Osswald, num debate promovido pela comissão de ética da Universidade do Porto, no qual se ouviram também alertas para outros perigos, como, por exemplo, o da entrada demasiado tardia da componente paliativa.

Ao analisar a realidade desses países, desde a entrada em vigor da legislação, o especialista conclui que uma boa parte das pessoas que morrem por eutanásia não a pediram. “O problema maior é que toda a eutanásia pressupõe que a pessoa pede para ser morta, mas isso não acontece na Holanda e na Bélgica: uma grande parte dos eutanasiados nunca pediram, são mortos por decisão de familiares, de médicos e de enfermeiros”, denuncia Walter Osswald.

“Não é eutanásia, é homicídio. Toda a gente reconhece que se passa, não se sabe bem a percentagem, mas talvez em 20 a 30% dos casos na Holanda e na Bélgica de pessoas que se presume que se pudessem escolher escolheriam a eutanásia. Mas presumir é fácil”, alerta.

O facto de se tratar de um procedimento executado muitas vezes por enfermeiros e não por médicos também é contrário lei, lembrou o também conselheiro do Instituto de Bioética da Universidade Católica, que foi o primeiro presidente da Comissão de ética da Universidade do Porto.

Walter Osswald fez parte do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, foi presidente da Sociedade Portuguesa de Farmacologia, da Comissão Nacional para a Humanização e Qualidade dos Serviços de Saúde e da Comissão da União Europeia para a Protecção do Embrião e do Feto, entre outras funções desempenhadas.


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  • Indignado
    04 set, 2016 Tomar 11:05
    Nada de admirar..., é sabido que a mentalidade aplicada ao regime nacional socialista alemão, está na genética de muuitos democratas, a começar pelos abortistas. O que acontece, é que vão generalizando esse comportamento..., até onde puderem! Cá, graças ás conquistas genocidas de Abril, aquela mentalidade também tem muuitos seguidores, a começar pelos abortistas, defensores de comportamentos contranatura, de barrigas de arrendamento, etc....
  • Tai
    15 abr, 2016 Lisboa 10:17
    “O número de eutanásias na Bélgica cresceu em 500 casos de 2006 a 2007, mais de 14%, conforme a cadeia de televisão VRT em 14 fev 08. A comissão de controle da eutanásia assegura que só a metade dos casos são registrados e que, portanto, o número de eutanásias dobrou. Declarou que um terço dos pacientes têm menos de 60 anos e que a maioria de pessoas que procuram o serviço padece de câncer terminal. (Bruxelas, 18 fev 2008 – acidigital.com) Na Bélgica a eutanásia foi legalizada em 2002, com o requisito de que o adulto que padeça uma enfermidade "incurável e insuportável a nível físico e espiritual", com pleno uso de razão manifeste "livremente" seu desejo de morrer. Segundo o síte Web aerzteblatt.de o diretor da comissão de controle de eutanásia, Wim Distelmans, pronunciou-se a favor da eutanásia para jovens na edição da quinta-feira do jornal "Het Belang van Limburg". Os Asilos na Alemanha convertem-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente. (Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1050812,00.html)...
  • Eduardo Segre
    15 abr, 2016 Anglet, França 08:59
    30%. Onde estão as provas?! Como foi feita a estatistica? Por quem? Lançar boatos é facil. Que dizem as autoridades médicas da Bélgica e da Holanda?