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Palato feminino premiado: duas engenheiras e uma enóloga criam o Madeira Vintners

14 abr, 2016 - 09:26

Micaela Martins e Cristina Nóbrega e Lisandra Gonçalves, com idades entre 25 e 27 anos, são as obreiras da marca.
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Duas engenheiras agrónomas e uma enóloga são responsáveis pela mais jovem marca de vinho Madeira no mercado, o Madeira Vintners, o único da região produzido exclusivamente por mulheres e já premiado a nível internacional.

A somar três anos, este vinho da Cooperativa Agrícola do Funchal (CAF) foi distinguido do Concurso Internacional "Vino y Mujer 2016", que se realizou a 30 de Março em Madrid, Espanha: na categoria de vinhos generosos ganhou o Prémio Diamante e na classe de meio doce recebeu uma menção honrosa.

As engenheiras agrónomas Micaela Martins e Cristina Nóbrega e a enóloga Lisandra Gonçalves, com idades entre 25 e 27 anos, são as obreiras da marca, que assinala os 65 anos da CAF e teve já 10.000 garradas a entrar no mercado, repartidas, em igual número, por vinho meio seco e meio doce.

"O Madeira Vintners tinha que apostar pela diferença e pela qualidade e uma das hipóteses que nós pensámos foi precisamente criar um vinho feito apenas por mulheres. Não há interferência de homens", diz à agência Lusa o presidente da cooperativa, Coito Pita.

Essa exclusividade, explica o responsável, reflecte-se no processo de produção: são as três mulheres que fazem a ligação entre a marca e os agricultores, dando-lhes sugestões quanto ao tratamento das uvas, quando devem ser apanhadas e que grau devem ter, entre outras questões.

São também elas que coordenam a apanha e o transporte da uva; a escolha da uva, que é feita manualmente, cacho a cacho; o envio para as cubas e barricas e o tratamento para vinho Madeira.

Futuro passa pelo vintage

"É manifestamente uma equipa exclusivamente feminina que faz todo esse trabalho", acentua Coito Pita.

"Este vinho estagiou três anos e é de castas tinta negra e complexa, maioritariamente tinta negra e 20% de complexa", comenta a engenheira Micaela Martins, formada no Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

A enóloga Lisandra Gonçalves, com experiência na Nova Zelândia e em França, acrescenta que o vinho "esteve a fermentar em cubas e em barricas e depois, a estufar, foi então feita a junção e obteve-se este vinho".

O objectivo, porém, é fazer vinhos de 5 e 10 anos e, um dia, um vintage.

A CAF compra directamente a uva aos agricultores, garantindo a absorção, a 40 viticultores, de 100 das cerca de quatro mil toneladas de uva produzidas anualmente na região.

A cooperativa foi fundada por agricultores em 1951 e, com várias delegações no arquipélago da Madeira, comercializa todo o tipo de alfaias, adubos e sementes.

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  • F Soares
    14 abr, 2016 A da Gorda 12:22
    Só podia ser burrice .... Então durante o processo não houve homens ? E q Noticia burra ! Então não houve homens durante TODO o processo ? E quem autorizou não foi um homem ? Tenham juízo !